Websérie denuncia demissão de bancários durante a pandemia

Em cada capítulo da websérie um caso real de demissão ocorrido durante a pandemia é apresentado. É a forma que o sindicato encontrou de dar rosto e voz aos dramas invisíveis nas estatísticas.

Durante toda a pandemia o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região (SP-Bancários) vem se mobilizando contra demissões abusivas do sistema financeiro.

Em março, os bancos privados assumiram compromisso público de não demitir enquanto durasse a pandemia. No entanto, não cumpriram a promessa e estão na lista das empresas que mais demitiram neste período.

Em outubro o Sindicato dos bancários fez a campanha #QuemLucraNãoDemite. No final de novembro lançaram a campanha #ChegadeDemissões para denunciar demissões cruéis e ilegais dos bancos privados durante a pandemia. Nesta campanha, a TV dos Bancários produziu uma série de vídeos que compõe uma websérie veiculada no Youtube. Toda semana um novo episódio.

Em cada capítulo da websérie um caso real de demissão ocorrido durante a pandemia é apresentado. É a forma que o sindicato encontrou de dar rosto e voz aos dramas invisíveis nas estatísticas.

Relatos fortes que desmascaram a propaganda dos bancos

Os relatos são baseados em histórias reais, como o de Maria Regina, bancária demitida do Itaú durante um tratamento de câncer e que até o momento não conseguiu receber nem o seguro desemprego. Ela pergunta: Como é que esses acionistas dormem?

Em outro vídeo, Elisa, que trabalhou por 30 anos, 8 meses e 15 dias no banco Santander, foi demitida de forma humilhante com testemunha que a levou até a sua mesa para retirar objetos pessoais e a conduziu para fora do banco. O motivo? Resultados.

Ataide é outro bancário demitido pelo Santander com 32 anos de serviço prestados ao banco e faltando apenas 4 meses para entrar na estabilidade da aposentadoria. Ele tem um filho com síndrome de down. O mesmo ocorreu com Gilberto, que trabalhou por 33 anos no Bradesco e, próximo à aposentadoria, também foi dispensado durante a pandemia.

Talita , consultora durante 4 anos no Banco Original, foi vítima de assédio moral, adoeceu e teve de ser afastada pelo INSS.

Karina, após 20 anos de Bradesco, foi demitida após retornar da licença-maternidade. Ela narra o assédio moral que sofria do seu chefe: “gravidez atrasa sua carreira”; “chefe não gosta de quem entrega atestado médico”. Faltou várias vezes na consulta do pré-natal para não faltar ao trabalho. Seus esforços foram em vão, na pandemia virou estatística na fila dos desempregados. O mesmo ocorreu com Alice, 6 anos no cargo de Business Partner, do Bradesco, foi isolada durante a gravidez e demitida após o retorno da licença maternidade.

O Sindicato dos Bancários convoca os demitidos pelos bancos Santander, Itaú Unibanco e Bradesco, durante a pandemia, a contarem sua história, enviando um mail para sgeral@spbancarios.com.br

Assista aos episódios:

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