“Tenho nojo”: internautas apontam homofobia de Rodolfo com Gilberto no BBB 21

Em outra ocasião, o sertanejo afirmou que as lutas LGBT, feminista e anti-racismo "é tudo mimimi"

Novamente Rodolfo se utilizou de comentários homofóbicos para se referir a Gilberto. Durante conversa com Vii Tube, na noite desse sábado (28), Rodolfo revelou ainda estar muito magoado por ter sido indicado por Gil e disse “ter nojo” do jeito do economista, que é gay.

“Ele acha bonito esse negócio de cachorrada. Eu detesto confusão e gritaria, não gosto desse negócio de cachorrada, de gritaria. Tenho nojo disso. É horroroso o que ele faz, tenho pavor”, disse Rodolfo.

Na formação do último do paredão, Rodolfo foi indicado por Gil, este, ao justificar o seu voto, disse que tinha ficado muito incomodado com comentários machistas e homofóbicos do sertanejo.

Ao definir o seu voto, Gilberto declarou que as piadas de Rodolfo foram “violentas contra ele e com as pessoas que acompanham o programa”, se referindo aos casos de homo e transfobia no Brasil.

Rodolfo diz que homofobia é “mimimi”

O cantor sertanejo e confinado do BBB21 Rodolfo voltou a tecer opiniões homofóbicas logo depois que retornou do paredão, ao qual foi indicado, justamente por ter feito comentários ofensivos às LGBT.

Depois da eliminação da sister Carla Diaz, Rodolfo e Arthur e foram para a jacuzzi, nesse momento o cantor voltou a afirmar que as pautas contra a homofobia, racismo e machismo são “mimimi”.

“Se eu tivesse feito uma cagada grande, não tem como, eu saía. Ainda mais no mundo de hoje com esse tanto de mimimi pra cima e pra baixo”, disse Rodolfo ao se referir ao voto de Gilberto, que é assumidamente gays, que em sua justificativa disse que os comentários do cantor são “violentos”.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).