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06 de fevereiro de 2019, 15h22

Blogueira Lola Aronovich é ameaçada novamente: “adoraria esfregar sua cara fétida no chão”

Pouco tempo após a postagem, o perfil da blogueira se encheu de mensagens de solidariedade e repúdio às ameaças

Foto: Reprodução
A professora da Universidade Federal do Ceará, Lola Aronovich, feminista e blogueira, postou, em sua conta no Twitter, no início da tarde desta quarta-feira (6), ameaça que sofreu em seu blog por um internauta. Nela, o sujeito a chama de “vagabunda desprezível” e diz que “adoraria te pegar por trás após vc sair da UFC e esfregar sua cara fétida no chão”. Mensagem de amor deixada nos coment do blog: “Lola, sua vagabunda desprezível, eu adoraria te pegar por trás após vc sair da UFC e esfregar sua cara fétida no chão. (…) Q tudo de ruim aconteça com vc:...

A professora da Universidade Federal do Ceará, Lola Aronovich, feminista e blogueira, postou, em sua conta no Twitter, no início da tarde desta quarta-feira (6), ameaça que sofreu em seu blog por um internauta. Nela, o sujeito a chama de “vagabunda desprezível” e diz que “adoraria te pegar por trás após vc sair da UFC e esfregar sua cara fétida no chão”.

“Mensagem de amor deixada nos coment do blog: “Lola, sua vagabunda desprezível, eu adoraria te pegar por trás após vc sair da UFC e esfregar sua cara fétida no chão. (…) Q tudo de ruim aconteça com vc: sua demissão, sua separação e a destruição completa de sua reputação”.”

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Pouco tempo após a postagem, o perfil da blogueira se encheu de mensagens de solidariedade e repúdio às ameaças.

Lei Lola

Lola Aronovich é ativista e atua em casos de violência contra a mulher. É constantemente ameaçada de morte e, por conta disto, já fez diversos boletins de ocorrência.

Em dezembro de 2017, a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), aprovou o projeto de lei 4614/16 inspirado na atuação de Lola, que atribui à Polícia Federal (mas não só a ela) a investigação de crimes de ódio contra as mulheres pela internet.

O PL virou lei ordinária em abril de 2018. Ele altera a Lei nº 10.446, de 8 de maio de 2002, para acrescentar atribuição à Polícia Federal no que concerne à investigação de crimes praticados por meio da rede mundial de computadores que difundam conteúdo misógino, definidos como aqueles que propagam o ódio ou a aversão às mulheres.

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