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18 de maio de 2013, 11h12

Carlos Latuff: Videla e Ustra: Os torturadores de lá e os de cá

Enquanto ex-ditador Videla morre em prisão pagando por seus crimes na Argentina, a Comissão da Verdade tem dificuldade para engatinhar no Brasil.

Charge: Carlos Latuff para o Opera Mundi

Por Victor Farinelli, via facebook
Na Argentina, não houve grandes celebrações pela morte do Videla, diferente da morte do Pinochet, que causou furor popular em todo o Chile.

Isso comprova a demagogia dos que dizem que “a Comissão da Verdade quer dividir o país revivendo velhas feridas”. Ao contrário: nos países onde as feridas ficaram abertas, como no Chile, a morte de um ditador termina sendo um momento de desabafar a frustração geral pela impunidade e a impotência, o fato da sociedade não ser capaz de sentenciar um genocida. Na Argentina, onde o ditador pagou por seus crimes e mofou na cadeia até o fim, essa morte não significou nada, as condenações aos genocidas sanaram definitivamente as feridas. A morte desses sujeitos, depois que eles receberam da Justiça e da sociedade a condenação que mereceram por seus hediondos crimes, não causa mais que indiferença.

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