Blog da Maria Frô

ativismo é por aqui

17 de março de 2010, 09h51

Educação paulista e greve em discussão

Os dois artigos de opinião que reproduzo a seguir dizem muito sobre educação, sobre política sindical, sobre o governo de São Paulo e como trata a educação e muito sobre como os professores paulistas precisam se reinventar como categoria e buscar suas novas formas de luta.

Muitos leitores não vão gostar do segundo artigo, porque ele critica as ações da APEOESP, imputa todas as  responsabilidades à direção do sindicato que ele afirma ser da articulação petista e faz acusações que, a meu ver, reduzem muito o quadro complexo de crise em que se encontra a categoria de professores no mundo todo e reduz imensamente o jogo político partidário. Para o autor, por exemplo, em 2006 a reeleição de Lula era tida como certa. Segundo ele: 2006, ano eleitoral. Sabendo que Alckmin fora jogado às traças da política. Era óbvia a reeleição de Lula (grifos meus), então para quê criar focos de conflito, já que Serra era imbatível? Deixa a massa quieta.

Uma simples retomada nos principais fatos políticos de 2005 e de 2006 mostram que além de não haver nada óbvio, houve uma profunda articulação capitaneada pelo PSDB e PFL (atual DEMO) dos setores mais conservadores  que tentaram, inclusive, um golpe branco contra Lula, veja, por ex aqui.

Ambos artigos foram retirados do excelente blog Passa a palavra

Educação serrista: ocultar pobreza e má gestão, culpar os professores

por Ronan

O fracasso da educação paulista não pode ser visto somente pelos problemas internos, resumindo-se na má formação do professores. Ao tentar jogar toda a culpa sobre a má formação dos professores, o governo Serra procura esconder o grave abismo social que impede que o alunado da escola pública cresça em ambiente educacionalmente mais frutífero.

Em um livro que permanece atual – Sobre Educação – Maurício Tragtenberg chamou a atenção para o fato de o Brasil não possuir problema educacional, mas problemas socioeconômicos. É exemplo disso sabermos que a escola que obteve um dos últimos lugares dentre 5.500 no Estado de São Paulo tinha pouca frequência nos dias de chuva, pelo fato de as ruas não serem asfaltadas e uma de suas entradas ficar alagada. Obviamente, entre a lama e a enchente, os alunos preferiam ficar em casa.

Certamente o país possui problemas estritamente educacionais, visíveis nos conflitos entre a União e os Estados sobre os modelos adotados, visíveis ainda na indefinição sobre currículo, modelo avaliativo, normas disciplinares, formação continuada, recuperação paralela, métodos de ensino e uma infinidade de outros elementos. De forma geral, o ensino no país é praticado na base do amadorismo, onde os professores recebem conhecimentos das faculdades – nem sempre seguros – e pouca ou nenhuma visão sobre como atuar e sobre modelo geral de educação. Há, no meio educacional, uma falta de pensar sobre o que é educação, sobre como agir.

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É importante frisar que não podemos esquecer a questão da má qualificação dos professores e é bom que ela esteja no centro do debate atual. Entretanto, necessitamos relembrar a máxima de Tragtenberg porque o fracasso educacional brasileiro está relacionado com os altos níveis de desigualdade e pobreza no país. Dados do IPEA, publicados na Folha de São Paulo (9/02/2010), apontam que apenas 13% dos jovens entre 18 e 24 anos frequentavam universidade em 2007. Ainda, menos da metade dos adolescentes entre 15 e 17 anos cursava o ensino médio. As disparidades regionais e entre campo e cidade dizem mais: 57% desses adolescentes que vivem nas cidades brasileiras frequentam o ensino médio, índice que cai para 31% no caso dos que residem no campo. A pobreza é um forte fator antieducacional. Na própria arquitetura das escolas destinadas previamente aos jovens mais empobrecidos vê-se uma indicação antecipada do fracasso escolar.

O impacto das familías e da situação socioeconômica das mesmas é evidente. Estudos [1] apontam que até 70% do desempenho educacional de um aluno está relacionado com o fator família. A depender do meio social em que uma criança é criada, ela pode atingir os 12 anos com um vocabulário que contenha 4 mil palavras, no caso de ambientes iletrados, ou um vocabulário que contenha 12 mil palavras, no caso de ambientes culturalmente mais ricos.

O fracasso da educação paulista não pode ser visto somente pelos problemas internos, resumindo-se na má formação do professores. Primeiro, temos que ponderar os graves problemas sociais, que ofertam alunos em situações complexas para uma escola excludente e degradada. Segundo, a má formação dos professores envolve tanto os fatores de exclusão, uma vez que os baixos salários atraem profissionais dos setores pauperizados, geralmente ex-alunos da escola pública, quanto a má gestão de cúpula. O professor mal formado é fruto de um ensino superior dominado por interesses mercantís que bem sabem comprar as autoridades públicas para que não haja fiscalização e controle.

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Ao tentar jogar toda a culpa sobre a má formação dos professores, o governo Serra procura esconder o grave abismo social que impede que o alunado da escola pública cresça em ambiente educacionalmente mais frutífero. Ainda, esconder que esse mesmo governo oferece aos estudantes uma escola degradada que sequer possui papel higiênico e sabonete. Para completar, esconder a conivência do longo governo paulista com instituições de ensino superior enganadoras, acompanhada da ineficácia geral em combater a má qualificação docente e mobilizar forças outras pela melhoria do ensino. Não podendo esquecer o grave problema de que o mesmo governo que fala em meritocracia é o mesmo que preenche mais de 20 mil cargos de gestão educacional mediante critérios clientelistas – o famoso quem indica – lotando as escolas com gente mal formada e descompromissada em cargos de gestão.

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O governador José Serra (à direita) e o secretário de educação Paulo Renato.

A má gestão paulista em educação, além da pobreza material, fica evidente na ausência das universidades na produção de material didático, de filmes, documentários, programas de computador, de um portal estadual da educação, da formação continuada dos professores, dentre outros. Se há problemas na qualificação dos docentes, além de estabelecer um mínimo de exigências para os centros formadores, o caminho seria o governo assumir a culpa pelo seu fracasso em proporcionar formação continuada digna desse nome e oferecer aos professores qualificações necessárias. Para tal, aqueles que necessitassem de formação complementar deveriam passar pela mesma sem perda de salários, para o caso de terem que se afastar da aulas.

Ao contrário, o caminho do governo tem sido o de usar o professorado como bode expiatório para o fracasso peessedebista na educação. A manutenção de 100 mil professores não concursados, metade da categoria, além de economizar uma grana enorme, pois os mesmos não recebem licença-prêmio e 1/3 de férias, cria uma situação de instabilidade empregatícia e disputa entre a categoria que é muito útil ao governo para desmoralizar a mesma. Nesse intuito, tem contado com o apoio explícito da imprensa paulista e da mídia que faz vistas grossas ao graves erros de gestão, aos problemas estruturais, dentre outros. Também tem se beneficiado de um sindicato que ficou preso às discussões salariais e não se preparou, nem organiza a categoria, para o embate atual que gira em torno dos modelos educacionais.

[1] Estudo realizado em 2006 pelo Convênio Andrés Bello: A eficácia escolar ibero-americana.

A prostituição ideológica e as pás de cal

Por: Professor Reinaldo Melo

Que mérito tem uma luta assim? A fragilidade do governador está acima de nossa força como categoria? Como podemos legitimar essa direção nefasta do sindicato, aceitando tal falácia?

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Foto de Rodrigo Ciriaco

Conversando com alguns colegas esclarecidos sobre a atual greve dos professores fui chamado de reducionista, pelego e até de tucano enrustido. Coisas que em minha vida partidária, sindical e profissional nunca demonstrei ser. Até então, seguia decidido em apenas acompanhar distantemente as polêmicas superficiais deste fórum. De um lado os fundamentalistas apeoespianos a atirarem em todos os que se declaram contra a greve e de outro os tucanos educadores inimigos da categoria.

Excluindo os boçais de ambos os lados, pois acredito que há muitos colegas que aderiram por uma boa causa, tendo como ação a emancipação da categoria e não seus interesses pessoais, do mesmo modo que há colegas que não aderiram à greve também por razões legitimadas por sua própria história dentro das mobilizações, acredito que a causa para as polêmicas originadas no meio dos sensatos seja o histórico das lutas dos professores nestes anos de neoliberalismo.

Em 2000, naquela greve de 45 dias, eu era apenas um estudante do segundo ano de letras, decidido em seguir a carreira de professor. Mesmo trabalhando nos Correios da rua Augusta, participei ativamente daquela greve, acampando em frente à SEE, acordando para depois ir trabalhar. É algo de que me orgulho profundamente ter feito parte, pois foi uma aprendizagem profunda sobre os rumos da educação no estado e da articulação sindical. Lembro-me de que o PSDB estava coagido, Covas berrando nas emissoras de TV, nunca antes um governador atuou de forma tão pessoal numa greve. Houve até a manifestação do presidente da república, FHC, levando em consideração uma possível intervenção federal.

O grande mote para a histórica greve não era a questão salarial, mas a reforma curricular no ensino, tanto que até os professores de educação física, sempre acusados de pelegagem, aderiram em massa, já que eram da área mais afetada pela reforma proposta. Tal reforma se aproximava e muito da proposta atual do MEC em reformar o ensino médio, criando as disciplinas optativas, que geraria demissões e aprofundamento na falta de qualidade do ensino. Mas ao mesmo tempo, a atual presidente do sindicato ocupava os pequenos espaços dos meios de comunicação para evidenciar a questão salarial, despolitizando a ação dos professores. O cômico é que o governador Covas endossava a tese de que a greve não era por salário. Se não me falha a memória, na pauta estava a reivindicação de 54% de reajuste, mas nas reuniões das subsedes o salário era pouco debatido, o eixo das discussões era o aprofundamento do sucateamento caso a proposta do estado vigorasse. Ou seja, era uma greve em pról dos filhos dos pobres, termo caro para o demagogo Dimenstein.

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Eis que Covas, maquiavélico-mor do tucanato paulista, começa a bater desenfreadamente no PT, principalmente no grupo de José Dirceu e Marta Suplicy. 2000 seria o ano do auge petista e as eleições municipais sinalizariam que em dois anos a população escolheria Lula como presidente da república. No entanto, cautela e covardia política sempre foram características da articulação petista, grupo que comanda a Apeoesp há décadas. Os professores apanhando na avenida paulista enquanto a Bebel cantava o hino nacional em cima do caminhão era o sinal que Covas precisava para comandar a primeira pá de cal jogada na categoria. Nem preciso mencionar o que Covas fez para ter um galo na cabeça. Coisa de gênio político. Os professores até então vistos como vítimas eram expostos na TV como gente bárbara e merecedora das cacetadas e bombas lacrimogêneas. Viramos os marginais que batem em velhinho doente.

Resultado disso: companheiros históricos presos, demitidos, impedidos de se aposentarem, esquecidos pelo sindicato, pela categoria e jogados ao Deus dará. Alguns deles até morreram decorrente de depressão. Ah, e claro, a vitória da categoria que teve 100% de aumento no vale coxinha: de R$ 2,00 para R$ 4,00.

Meses depois vimos o porquê disso. O troca-troca do PSDB e PT. Em 98, PT apoiou Covas e em 2000 Covas dá um beijão na Marta. A categoria foi trocada pela prefeitura de SP e por um projeto de poder federal.

Em 2005, me efetivo. No dia 5 de Outubro há aquela paralisação em torno do projeto do Chalita, uma prévia da duzentena. 50 mil na Paulista e a articulação do sindicato tomou no rabo porque não esperava um movimento como aquele. A categoria respirava no caixão.

images2006, ano eleitoral. Sabendo que Alckmin fora jogado às traças da política. Era óbvia a reeleição de Lula, então para quê criar focos de conflito, já que Serra era imbatível? Deixa a massa quieta.

Em 2008, só a medida de um jornal e de uma cartilha que agrediam nossa liberdade de cátedra era razão absoluta por uma greve em defesa da educação, mas no início do ano com a categoria desmobilizada e o sindicato querendo guardar energia mais para frente tivemos de engolir esses materiais pseudospedagógicos. De resto, sabemos o que aconteceu. Novamente ano eleitoral e greve com pauta de reivindicação “equivocada”. No mais, novamente a direção do sindicato se demonstrava esvaziadora do discurso político e nos tratava como criancinhas mandando-nos cantar:

“Chora, Maria Louca,
Maria Louca, chora,
Chora, Maria Louca,
Que chegou a sua hora.”

Lembrei-me das aulas do prezinho, “meu lanchinho, meu lanchinho, vou comer…”. Aquilo era indigno em dois aspectos: Maria Helena podia ser chamada de fascista, mas não de louca, isso é rebaixar-se à alienação. O outro aspecto é ver a turma do caminhão entoando a musiquinha no objetivo claro de despolitizar a questão, como se Maria Helena fosse realmente louca e o foco principal da luta dos professores. Ao centralizar Maria Helena como inimiga, houve um discurso despolitiador e, portanto, alienante.

O movimento seguia com força, mas a APEOESP, grande defensora dos direitos dos profissionais da educação, aproveitando o início do recesso, recua com um simples aceno governamental de 6% de reposição salarial, divulgado como 12% na mídia, num claro movimento de traição dos anseios da categoria. Basta pesquisar alguns tópicos, datados daquela época, nas comunidades de professores, para ver uma gritaria geral em torno da traição. Manteve-se a prova dos OFAS, que foi derrubada no início de 2009, na justiça. Ou seja, a direção do sindicato desfez o movimento de rua com a pachorra de levar essa luta para o plano das instituições judiciárias.

A prova foi uma enorme pá de cal para a desunião da categoria e com a derrubada dela, da qual fui a favor, mas por meio da luta na rua e não por via judicial, a APEOESP acirrou ainda mais a divisão da categoria.

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Qualquer estúpido sabe que a direção do sindicato é, em sua maioria, formada pela articulação petista. Dentro do sindicato era claro a sua partidarização, o que fazia com que os interesses e rumos da luta sindical coincidissem com os interesses e rumos do PT. As ações coincidiam com o projeto de poder do partido. Isso ficou muito mais claro nesta década.

Com a queda do muro de Berlim houve escancaremento da verdadeira face da maioria dos que se diziam de esquerda: não passavam de cupinchas de sistema e o socialismo era apenas um clichê de contraposição. Essa turma toda acompanhou as idéias neoliberais, detonando aqueles que ainda permaneciam ao lado das idéias emancipadoras da classe trabalhadora. Muitos companheiros abandonaram a luta ou até morreram de angústia por causa do afunilamento do espaço político para suas idéias.

O sucateamento da educação era um dos projetos do neoliberalismo e os que tinham a intenção de controlar o estado não podiam ser radicalmente contra tal projeto. Com a ascensão petista no início da década, o sindicato esvaziou a luta dos professores e sempre se demonstrou cauteloso em provocar polêmicas com o poder do estado de SP. Sempre que a categoria se demonstrava disposta a ir aos limites, a direção recuava e parte da categoria ficava como moribunda, sem ter consciência de que não precisava do sindicato para manter a luta.

2009 foi um dos piores anos para os professores. Nem preciso falar da ausência da reposição salarial, isso sim deveria ser exigido na justiça, já que a data-base é uma lei que o estado deve cumprir. Mas o sindicato faz cara de não-sei-meu-bem. Mas a própria lei 1041, dos 6 atestados médicos, era fato para categoria se demonstrar intransigente e manter a greve iniciada em 2008 até que tal lei fosse revogada. Mas mansinhos aceitamos e o sindicato não demonstrou a disposição que demonstra neste momento.

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A greve atual, infelizmente, foi deliberada porque assim o sindicato quis. Não é uma greve que fluiu da categoria, pois 10 mil decidirem em nome de outros 210 mil ausentes é até pano pra manga para discutir conceito de democracia. Ano eleitoral, Serra sangrando, época pré-bônus e a iminência do governador sair para se candidatar, nada mais conveniente para com o projeto de poder deles uma manifestação de massa, pra dar uns cascudos a mais no careca do PSDB. É uma greve com data de validade e o sindicato sabe muito bem disso. É uma greve eleitoreira. O sindicato sabe jogar com isso, pois tem consciência de que sempre haverá uma vanguarda disposta a entrar em greve.

Sexta-feira, ao ouvir os discursos vindos do caminhão, as náuseas me dominavam. Eram claros as sutilezas ou o escancarar das intenções eleitoreiras nos discursos. O Slogan mais ouvido foi QUEM NÃO CUIDA DA EDUCAÇÃO NÃO PODE GOVERNAR A NAÇÃO. Ou então as palavras do presidente da UDEMO: “O Serra não vai ter o voto dos professores, do funcionalismo, não vai ter voto de Minas.”

Que porra eu tenho a ver com Minas Gerais, meu?

Falar que este é o momento é hipocrisia pura. Todos os momentos de 2009 foram o momento. Nunca fomos tão massacrados num ano só. Mas agora estamos submetidos à prostituição ideológica porque podemos ter algumas reivindicações aceitas pelo governador só pelo fato deste senhor não querer sangrar mais ainda a sua candidatura. Quer dizer nossa luta é uma moeda de troca. A estratégia é válida, com certeza, mas teremos que toda vez esperar um governador ter o que perder para que nossos anseios sejam atendidos? Que mérito tem uma luta assim? A fragilidade do governador está acima de nossa força como categoria? Como podemos legitimar essa direção nefasta do sindicato, aceitando tal falácia?

Não aderi à greve e hoje discuti com meus colegas, dizendo a eles que mesmo todos parando eu continuarei a ir à escola. Prefiro mil vezes ser chamado de PELEGO por alguns revolucionários da conveniência do que me olhar no espelho e me alcunhar de prostituto ideológico. Por mais que soe estranho, considero a minha não adesão uma atitude politizada, portanto, consciente. Acredito que muitos outros tenham agido igual.

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Só pararei se amanhã a categoria vaiar aquela senhora Doutora Honoris Causa em Silicone no Quadril e PHD em botox na face e outras figuras nefastas no patamar do caminhão. Só acreditarei nesta greve caso a categoria tome os rumos dela e diga em alto e bom som que o sindicato também é nosso inimigo e que pode fazer uma luta independente de interesses eleitoreiros. Sei da força da categoria, mas me iludir pra depois ser traído, nunca mais.

Foto do Destaque: ASSProfessores

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