Blog da Maria Frô

ativismo é por aqui

19 de fevereiro de 2009, 00h33

Que Madona que nada

Sim, claro que gosto da Madona, mas quero ver ter este pique aqui depois dos 70, 80 (?) anos?
Isto sim é fantástico.

E parece que há várias mulheres cheias de vitalidade na 4a idade, olhe que belezinha esta senhora aqui:


Dançarina de 107 anos quer ficar noiva em 2009

Irreverente e namoradeira assumida, dona Amara tem 107 anos e dança mazuca há 100.

Dona Amara Maria da Conceição, 107 anos, é dançarina de mazuca há um século e é tratada como rainha da dança. Tanta experiência não se esvaiu no tempo e ela ainda se apresenta com o grupo de Agrestina (PE). Viúva há 59 anos, namoradeira assumida e apreciadora de vinho, ela contou que sua próxima apresentação será realizada durante as comemorações pelo aniversário da padroeira da cidade, Nossa Senhora do Desterro, em 2 de fevereiro.
“Eu estou firme e forte. Ainda faço meu trupé (batida ritmada dos pés na mazuca) como ninguém. Esse ano eu ainda me arrumo. Estou viúva, mas ainda quero um namorado. Quero ficar noiva”, disse Dona Amara.

Ela disse ainda que aprendeu a dançar mazuca com os avós, no chão batido do Sítio Alto da Alegria. A afinidade dela com o ritmo é tanta que em 2008 ela lançou o CD “Mazuca de Agrestina” com 16 faixas. O projeto foi lançado pelo selo Coreto Records e teve apoio financeiro da Prefeitura Municipal de Agrestina.
TRADIÇÃO
A cidade é considerada o berço da mazuca, dança que tem características indígenas e africanas, mas é originária da mazurca polonesa. “Esse nome é um jeito matuto de dizer. A mazuca que dançamos em Agrestina é a origem do São João. Naquele tempo não existia forró”, disse José Sebastião da Silva, 62 anos, conhecido como Zé Petrinho.
Ele trabalha na Prefeitura de Agrestina e é um dos responsáveis pela organização da festa da padroeira. “Seguimos a tradição de sempre realizar a festa no dia exato do aniversário, seja o dia que for da semana. Fazemos isso há 87 anos”.

Zé Petrinho também se apresenta no tradicional grupo de mazuca de Agrestina. “Eu praticamente fui criado junto com dona Amara. Saio no grupo em respeito às tradições da região. Acho importante preservar a cultura do nosso Nordeste.

Hoje, infelizmente, poucos jovens conhecem os nossos valores históricos. A mazuca faz parte da história do nordestino”, disse ele.O filho de dona Amara, Cícero, de 59 anos, disse que a mãe, apesar de irreverente, anda mais comportada nos últimos tempos.
“Ela já foi mais de fazer festa a qualquer hora. Agora, ela é mais calma. Já bebeu muito vinho, cerveja, cachaça e licor, mas hoje ela vai mesmo é de guaraná.” Cícero disse que a simpatia da mãe não vem do copo. “Ela é assim o dia todo. Está sempre de bem com a vida e não perde uma oportunidade de dançar a mazuca.”

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