Blog da Maria Frô

ativismo é por aqui

19 de fevereiro de 2014, 06h42

Vereadora carioca que nega direito aos mendigos está revoltada com a ditadura do seu Madruga na Venezuela

A mesma vereadora, Leila do Flamengo (PMDB), que ao final do ano passado afirmou em pronunciamento da Câmara Municipal do Rio de Janeiro que Mendigo mora na rua porque quer e não deve ter os mesmos direitos que os demais cidadãos agora está revoltada com a “ditadura do Seu Madruga” na Venezuela.

Compreensível, já que o seriado mexicano Chaves é uma grande fonte de informação sobre a situação política da Venezuela chavista :P

Chaves, Chávez, Maduro e Madruga são todos bolivaristas! E segundo o leitor Elias Mol: ” Faltou só a Chiquinha Kirchner”

Seu Madruga Ditador? 

Na Página do Facebook, Nerds com Freixo, que viralizou o vídeo na internet o seguinte comentário jocoso: 

Seu Madruga Ditador?
Ontem, na abertura dos trabalhos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a vereadora Leila do Flamengo (PMDB) “tentou” criticar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mas acabou citando um ídolo do humor de várias gerações.
#respeitemomadruga #madrugaeterno

Vamos nos juntar à luta por um Plebiscito Popular para uma Reforma Política verdadeiramente democrática e soberana, só assim podemos realmente eleger representantes qualificados, gente.

‘Mendigo não tem direito de cidadão’, afirma vereadora Leila do Flamengo

Fala de parlamentar na Câmara Municipal causou polêmica
CHRISTINA NASCIMENTO, O Dia

01/11/2013

Rio – Menos de um mês após um vereador de Piraí sugerir que mendigo deveria virar ração para peixe, uma outra declaração envolvendo o mesmo assunto voltou para as rodas de discussão, por revelar a falta de sensibilidade social de alguns políticos no país. A vereadora Leila do Flamengo (PMDB), em discurso na quarta-feira no plenário da Câmara do Rio, afirmou que mendigo não tem o mesmo direito que os cidadãos. Nesta quinta-feira, ao comentar o assunto, ela não hesitou ao afirmar que a grande maioria das pessoas mora na rua porque quer.

“Defendo as famílias e os moradores, não os desocupados. (…) Não estamos falando aqui em discursos hipócritas, de querer dizer que o mendigo tem o mesmo direito que os cidadãos”, afirmou ela, no plenário. Questionada, a vereadora garantiu que a sua fala é reprodução do que ouve das pessoas nas ruas.

Segundo a vereadora, o público que perambula nas calçadas é formado principalmente por homens fortes e bêbados, prontos para o trabalho, mas que preferem ficar sem fazer nada. Suas falas pesam inclusive sobre sua própria origem e história de vida. Nascida em Natal, capital do Rio Grande do Norte, mas criada no Rio, ela defende o retorno de pessoas que vivem de mendicância para sua terra natal. “Eu, com 16 anos, tomava três ônibus para trabalhar. Mas tinha uma base boa. Minha família tinha condições, mas perdemos tudo. Fomos à luta. Não fomos para a rua”, compara.

Leila critica programas populares

Apesar de dizer que defende uma política social e o retorno do projeto da Fazenda Modelo — casas de vivências mantidas pelo município —, para abrigar quem vive na rua, a vereadora escorrega de novo no preconceito para justificar como o problema de moradores de rua surgiu na cidade:
“Aumentou a mendicância no Rio devido a esses programas de R$ 1. Faltou também controlar crescimento de moradias nas áreas verdes. A população achava que vir para o Rio era só para invadir. O comerciante que paga impostos, gera emprego, tem que competir com o mercado que surge na porta dele”.

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