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12 de julho de 2019, 07h38

Bolsonaristas manobram para Eduardo assumir embaixada nos EUA sem perder mandato de deputado

Com anúncio da indicação do filho de Bolsonaro para a embaixada nos EUA, deputados correm para coletar assinaturas para PEC proposta pelo capitão Augusto (PL/SP), que mantém o mandato de paralmentares que assumirem cargos diplomáticos

Eduardo Bolsonaro em festa para fãs de Trump nos EUA (Reprodução/Twitter)
Futuro embaixador do Brasil em Washington, nos Estados Unidos, o filho 03 de Jair Bolsonaro já articula com aliados para buscar uma manobra para que possa assumir o cargo na diplomacia sem, no entanto, perder o mandato de deputado federal. O anúncio da possível ida de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada brasileira nos Estados Unidos foi feito pelo pai um dia após o deputado completar 35 anos – idade mínima para assumir o posto. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo No mesmo instante, a tropa de choque bolsonarista no...

Futuro embaixador do Brasil em Washington, nos Estados Unidos, o filho 03 de Jair Bolsonaro já articula com aliados para buscar uma manobra para que possa assumir o cargo na diplomacia sem, no entanto, perder o mandato de deputado federal. O anúncio da possível ida de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada brasileira nos Estados Unidos foi feito pelo pai um dia após o deputado completar 35 anos – idade mínima para assumir o posto.

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No mesmo instante, a tropa de choque bolsonarista no Congresso já se mobilizava para coletar assinaturas para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do colega Capitão Augusto (PL/SP), que resguarda o mandato de deputados e senadores que assumirem os cargos de chefe de missão diplomática temporária ou permanente.

Autor da PEC, Augusto nega que a proposta esteja relacionada à indicação de Eduardo.

“Tento apresentar essa proposta desde a última legislatura . Mas outros temas eram mais prioritários e acabei não investindo. Agora, com essa indicação, vou acelerar a coleta de assinaturas. Tenho cerca de 140. E também vou pedir celeridade na votação”, disse ao jornal o Globo.

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Ele alega que políticos têm mais habilidade para assumir esses cargos e não podem ser “punidos” com a perda de mandato ao aceitá-los.

“Sanar os problemas da Terra”
Aliada de primeira hora do clã Bolsonaro, a deputada e líder do movimento Nas Ruas, Carla Zambelli (PSL/SP) comemorou com entusiamo a provável indicação de seu colega de bancada, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

“Sim, o Eduardo Bolsonaro foi cogitado pelo Presidente Jair Bolsonaro para ser o Embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Se aceito pelo Eduardo, ganha o Brasil, ganha os EUA, ganha o Planeta, com mais oportunidade de sanar os problemas de toda a Terra”, escreveu.

Já Eduardo Bolsonaro disse que sua indicação pode ser “vista com bons olhos”, por ser filho do presidente e não um funcionário de carreira do Itamaraty. “Eu fico imaginado o povo dos Estados Unidos vendo um presidente mandando um filho para o seu país. Não sou diplomata de carreira, não fiz concurso pública. Muitas vezes as pessoas entendem que a indicação política demonstra compromisso maior. Imagino que a indicação de alguém tão próxima seria vista com bons olhos”, disse.

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Ao ser perguntado sobre uma possível participação do ideólogo Olavo de Carvalho nos quadros da embaixada, o deputado disse que o guru será conselheiro e parceiro para “dar uns tiros no final de semana no quintal dele”.

“Olavo certamente serve como conselheiro. Não tenho contato diário com ele, mas certamente é referência. Independente de estar dentro ou fora do governo. Quem sabe, se futuramente venha a se concretizar, a gente não venha a fazer uns churrascos e dar uns tiros no final de semana no quintal dele (Olavo)”, disse.

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