Imprensa livre e independente
16 de junho de 2019, 07h35

Bolsonaro admite que quer armar a população para defender seu governo e impedir golpe

Passados 26 anos do decreto da Câmara Municipal que o considerou "persona non grata" por ter defendido o fechamento do Congresso e a volta da ditadura, Bolsonaro voltou à Santa Maria (RS) e defendeu armar a população para evitar golpe de Estado

Bolsonaro em evento militar em Santa Maria (RS) (Foto: Alan Santos/PR)
Passados 26 anos do decreto da Câmara Municipal que o considerou “persona non grata” por ter defendido o fechamento do Congresso e a volta da ditadura, Jair Bolsonaro (PSL), agora no poder, voltou à Santa Maria (RS) na noite deste sábado (15) e defendeu armar a população para evitar golpe de Estado. “Nossa vida tem valor, mas tem algo com muito mais valoroso do que a nossa vida, que é a nossa liberdade. Além das Forças Armadas, defendo o armamento individual para o nosso povo, para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de forma...

Passados 26 anos do decreto da Câmara Municipal que o considerou “persona non grata” por ter defendido o fechamento do Congresso e a volta da ditadura, Jair Bolsonaro (PSL), agora no poder, voltou à Santa Maria (RS) na noite deste sábado (15) e defendeu armar a população para evitar golpe de Estado.

“Nossa vida tem valor, mas tem algo com muito mais valoroso do que a nossa vida, que é a nossa liberdade. Além das Forças Armadas, defendo o armamento individual para o nosso povo, para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de forma absoluta. Temos exemplo na América Latina. Não queremos repeti-los. Confiando no povo, confiando nas Forças Armadas, esse mal cada vez mais se afasta de nós”, falou em pronunciamento.

Bolsonaro participou neste sábado (15) da Festa Nacional da Artilharia (Fenart), no 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado, que celebra o aniversário do marechal Emílio Luiz Mallet, seu patrono.

O capitão retornou à Santa Maria 26 anos depois de ser considerado “persona non grata” da cidade. Em junho de 1993, por unanimidade, os vereadores aprovaram moção de repúdio contra Bolsonaro, na época deputado federal, por ter defendido o fechamento do Congresso e a volta da ditadura em uma entrevista ao jornal A Razão. A moção nunca foi revogada.

Veja também:  Para Pedro Cardoso, classe média se uniu ao fundamentalismo religioso em busca de ascensão: "É fascismo"

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum