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07 de março de 2019, 12h10

Bolsonaro afirma que democracia só existe se as Forças Armadas “assim o quiserem”

Ele também voltou a defender o excludente de ilicitude para mortes provocadas por militares em missões

Bolsonaro em evento com militares (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Em discurso para militares, na cerimônia no 211º aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais, na Fortaleza de São José da Ilha de Cobras, no centro do Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (7) que democracia só existe se as Forças Armadas “assim o quiserem”. Em rápido discurso. Ele descreveu sua vitória nas eleições do ano passado como uma missão. “A missão será cumprida ao lado das pessoas de bem do nosso Brasil, daqueles que amam a pátria, daqueles que respeitam a família, daqueles que querem aproximação com países que têm ideologia semelhante à nossa, daqueles que amam a...

Em discurso para militares, na cerimônia no 211º aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais, na Fortaleza de São José da Ilha de Cobras, no centro do Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (7) que democracia só existe se as Forças Armadas “assim o quiserem”.

Em rápido discurso. Ele descreveu sua vitória nas eleições do ano passado como uma missão.

“A missão será cumprida ao lado das pessoas de bem do nosso Brasil, daqueles que amam a pátria, daqueles que respeitam a família, daqueles que querem aproximação com países que têm ideologia semelhante à nossa, daqueles que amam a democracia. E isso, democracia e liberdade, só existe quando a sua respectiva Força Armada assim o quer”, afirmou.

Bolsonaro, que discursou por pouco mais de quatro minutos e não atendeu a imprensa após o evento, voltou a afirmar que os militares serão incluídos na reforma da Previdência proposta pelo governo federal.

“Entraremos numa nova Previdência em que entrarão os militares, mas não esqueceremos as especificidades de cada Força”, declarou o presidente em discurso.

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Ele também voltou a defender o excludente de ilicitude para mortes provocadas por militares em missões.

“Quero oferecer retaguarda jurídica para que os militares possam vir a cumprir seu trabalho, em especial nas missões extraordinária”, disse Bolsonaro.

Com informações da Folha

 

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