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11 de julho de 2019, 18h20

Bolsonaro anuncia que seu filho Eduardo pode ser o embaixador nos EUA: “Ele fala inglês”

A sinalização de Bolsonaro de que pode indicar o filho como embaixador do Brasil nos EUA vem exatamente no dia seguinte do aniversário de 35 anos - que é a idade mínima exigida pela lei brasileira para ser embaixador - do deputado federal; Eduardo já vem, desde o início do governo, atuando como "chanceler informal"

Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro disse à imprensa em Brasília, nesta quinta-feira (11), que pode indicar seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. A justificativa do capitão da reserva é que o deputado federal tem uma boa relação com o país presidido por Donald Trump e ainda fala inglês. “Está no meu radar, sim, é uma possibilidade”, disse. De acordo com o site Brazil Journal, uma fonte com acesso direto ao Planalto confirmou as intenções de Bolsonaro em indicar o filho para a vaga. A suposta indicação vem exatamente no dia seguinte ao aniversário de Eduardo,...

O presidente Jair Bolsonaro disse à imprensa em Brasília, nesta quinta-feira (11), que pode indicar seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. A justificativa do capitão da reserva é que o deputado federal tem uma boa relação com o país presidido por Donald Trump e ainda fala inglês.

“Está no meu radar, sim, é uma possibilidade”, disse.

De acordo com o site Brazil Journal, uma fonte com acesso direto ao Planalto confirmou as intenções de Bolsonaro em indicar o filho para a vaga.

A suposta indicação vem exatamente no dia seguinte ao aniversário de Eduardo, que completou 35 anos nesta quarta-feira (10). A lei brasileira exige justamente 35 anos como idade mínima para que alguém possa exercer o cargo de embaixador.

Desde o início do governo que Eduardo Bolsonaro vem se comportando como uma espécie de “chanceler informal”. Apesar de o cargo ser ocupado oficialmente por Ernesto Araújo, ministro de Relações Exteriores, Eduardo acompanha o pai em quase todas as suas viagens internacionais e tem mais interlocução com lideranças estrangeiras que o próprio chefe do Itamaraty.

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Em março, por exemplo, durante a visita viagem aos EUA, o fato de Eduardo ter permanecido na sala durante a reunião entre Bolsonaro e Trump, sem a presença de Araújo, causou mal estar entre a diplomacia brasileira.

“Segundo a fonte, o Presidente acha que a nomeação do filho sinaliza a relação especial que o Planalto quer ter com a Casa Branca, o que pode atrair mais fluxo de comércio e investimentos”, narra o site Brazil Journal.

Desde a exoneração de Sergio Amaral, há três meses, que o Brasil está sem representação diplomática em Washington.

 

 

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