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02 de maio de 2019, 08h26

Bolsonaro desafia Mourão e núcleo militar do governo sobre possível intervenção na Venezuela

Bolsonaro, ao contrário de Mourão e outros militares, não descarta uma ofensiva armada contra o governo de Nicolás Maduro

Foto: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro mirou no cravo, mas acertou na ferradura, ao afirmar, nesta quarta-feira (1º), em suas redes sociais que, sobre a Venezuela, qualquer hipótese seria decidida “exclusivamente” por ele. Leia também: Twitter suspende conta do Ministério do Petróleo e outros órgãos oficiais após golpe frustrado na Venezuela A frase, que incomodou a cúpula do Congresso, sobretudo Rodrigo Maia, era endereçada, segundo aliados de Bolsonaro, inicialmente aos militares e ao vice, Hamilton Mourão, contrários a qualquer intervenção no país vizinho. O fato de o presidente não descartar definitivamente uma ofensiva armada contra o governo de Nicolás Maduro faz com que governadores recorram à resistência...

O presidente Jair Bolsonaro mirou no cravo, mas acertou na ferradura, ao afirmar, nesta quarta-feira (1º), em suas redes sociais que, sobre a Venezuela, qualquer hipótese seria decidida “exclusivamente” por ele.

Leia também: Twitter suspende conta do Ministério do Petróleo e outros órgãos oficiais após golpe frustrado na Venezuela

A frase, que incomodou a cúpula do Congresso, sobretudo Rodrigo Maia, era endereçada, segundo aliados de Bolsonaro, inicialmente aos militares e ao vice, Hamilton Mourão, contrários a qualquer intervenção no país vizinho.

O fato de o presidente não descartar definitivamente uma ofensiva armada contra o governo de Nicolás Maduro faz com que governadores recorram à resistência dos militares a qualquer ato desse tipo para apostar no distanciamento do Brasil de um eventual conflito.

Políticos de estados importantes acionaram generais para medir a temperatura em Brasília.

Bolsonaro falou para lembrar que a decisão sobre a posição oficial do governo, em última instância, é dele.

Vale ainda a lembrança do Painel da Folha, desta quinta-feira, de que a tutela sobre o discurso público do presidente é alvo de disputa desde o início do governo, mais notadamente entre pessoas ligadas a Olavo de Carvalho e integrantes das Forças.

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