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11 de outubro de 2018, 12h16

“Bolsonaro diz coisas desagradáveis”, diz Marine Le Pen, líder da extrema direita francesa

"Não vejo Bolsonaro como um candidato de extrema direita. Ele diz coisas extremamente desagradáveis que são intransponíveis na França. São culturas diferentes", afirmou

Foto: Rémi Noyon/Creative Commons
Marine Le Pen, líder da extrema direita francesa, afirmou nesta quinta-feira (11), em entrevista ao Canal France 2, que Jair Bolsonaro (PSL) diz “coisas desagradáveis que são intransponíveis na França” e que não o vê como um representante desse espectro político. Questionada sobre declarações de Bolsonaro, que já disse que preferia ver os filhos mortos caso fossem homossexuais e de que mulheres merecem ganhar menos porque engravidam, ela afirmou que não o vê no espectro da extrema direita. “Não vejo Bolsonaro como um candidato de extrema direita. Ele diz coisas extremamente desagradáveis que são intransponíveis na França. São culturas diferentes”, afirmou. Le Peb foi derrotada nas eleições...

Marine Le Pen, líder da extrema direita francesa, afirmou nesta quinta-feira (11), em entrevista ao Canal France 2, que Jair Bolsonaro (PSL) diz “coisas desagradáveis que são intransponíveis na França” e que não o vê como um representante desse espectro político.

Questionada sobre declarações de Bolsonaro, que já disse que preferia ver os filhos mortos caso fossem homossexuais e de que mulheres merecem ganhar menos porque engravidam, ela afirmou que não o vê no espectro da extrema direita. “Não vejo Bolsonaro como um candidato de extrema direita. Ele diz coisas extremamente desagradáveis que são intransponíveis na França. São culturas diferentes”, afirmou.

Le Peb foi derrotada nas eleições francesas de 2017 com 34% das intenções de voto contra 66% do centrista Emmanuel Macron. Quando questionada sobre se desejava a vitória de Bolsonaro, ela afirmou que essa era uma decisão que cabia apenas ao povo brasileiro.

Segundo ela, a votação de Bolsonaro no primeiro turno deve-se a uma reação dos brasileiros à insegurança.

“É uma criminalidade endêmica que atinge a liberdade dos brasileiros, que lançaram o alerta de que a segurança é uma prioridade para eles”, afirmou.

Veja também:  Bolsonaro nomeia delegado da PF ligado a ruralistas para presidência da Funai

Com informações do Estadão

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