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28 de outubro de 2018, 19h28

Bolsonaro é eleito presidente e leva a extrema-direita e os militares ao poder no Brasil

Com Bolsonaro e o vice, General Hamilton Mourão, pela primeira vez desde a redemocratização, o Brasil terá dois militares no comando do país.

Com um discurso de ódio, que atraiu apoios de organizações como a Ku Klux Klan, e apoiado pela direita ultra-liberal internacional de Stevie Bannon – ex-assesor de Donald Trump -, o capitão da reserva Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente do Brasil neste domingo (28) e pode levar o país a uma nova aventura autoritária, aos moldes da ditadura militar, elogiada por ele antes e durante a campanha. Com 94,44% dos votos apurados às 19h18, Bolsonaro tem 55,44% dos votos válidos contra 44,46% de Fernando Haddad. Com Bolsonaro e o vice, General Hamilton Mourão, pela primeira vez desde a redemocratização,...

Com um discurso de ódio, que atraiu apoios de organizações como a Ku Klux Klan, e apoiado pela direita ultra-liberal internacional de Stevie Bannon – ex-assesor de Donald Trump -, o capitão da reserva Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente do Brasil neste domingo (28) e pode levar o país a uma nova aventura autoritária, aos moldes da ditadura militar, elogiada por ele antes e durante a campanha.

Com 94,44% dos votos apurados às 19h18, Bolsonaro tem 55,44% dos votos válidos contra 44,46% de Fernando Haddad. Com Bolsonaro e o vice, General Hamilton Mourão, pela primeira vez desde a redemocratização, o Brasil terá dois militares no comando do país.

Militar reformado, Bolsonaro é deputado federal desde 1991 – há 7 mandatos – e foi eleito com um discurso de ódio ao PT, chegando a defender, em um comício no Acre, “fuzilar a petralhada”. Sua campanha foi feita principalmente pelas redes sociais e envolveu denúncias de Caixa 2. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, empresas pagavam por disparos em massa de mensagens falsas anti-PT e pró-Bolsonaro via WhatsApp.

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Em discurso na avenida Paulista, prometeu em seu governo fazer “uma limpeza nunca vista na história desse Brasil” e foi mais além: “A faxina agora será muito mais ampla. Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou para a cadeia. Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria. Essa pátria é nossa. Não é dessa gangue que tem bandeira vermelha e a cabeça lavada”.

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