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03 de maio de 2019, 14h08

Bolsonaro em formatura no Itamaraty: “Quando acaba a saliva, entra a pólvora”

Em cerimônia de formatura de novos diplomatas, Bolsonaro voltou demonstrar medo com eleição de Cristina Kirchner na Argentina: Não queremos outra Venezuela mais ao Sul

Bolsonaro discursa no Itamaraty (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Com medo da eleição de Cristina Kirchner na Argentina, após o fracasso do governo do aliado Maurício Macri, Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta sexta-feira (3) que está preocupado com que o país vizinho ao sul vira uma nova Venezuela. “Aproveito o momento, o momento ímpar por ser ouvido pela nossa querida, estimada e necessária imprensa, que, além da Venezuela, a preocupação de todos nós deve voltar-se um pouco mais ao sul agora, para a Argentina, por quem poderá voltar a comandar aquele país. Não queremos, acho que o mundo todo não quer, uma outra Venezuela mais ao sul do nosso...

Com medo da eleição de Cristina Kirchner na Argentina, após o fracasso do governo do aliado Maurício Macri, Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta sexta-feira (3) que está preocupado com que o país vizinho ao sul vira uma nova Venezuela.

“Aproveito o momento, o momento ímpar por ser ouvido pela nossa querida, estimada e necessária imprensa, que, além da Venezuela, a preocupação de todos nós deve voltar-se um pouco mais ao sul agora, para a Argentina, por quem poderá voltar a comandar aquele país. Não queremos, acho que o mundo todo não quer, uma outra Venezuela mais ao sul do nosso continente”, disse, em solenidade de formatura de novos diplomatas do Itamaraty.

Bolsonaro abriu o discurso que fez na formatura dizendo que, quando os diplomatas “falham”, as Forças Armadas precisam atuar, o que ele disse torcer para que não ocorra.

“Quando os senhores falham, entram nós das Forças Armadas. E confesso que torcemos e muito para não entrarmos em campo”, declarou. Após a cerimônia, acrescentou: “Quando acaba a saliva, entra a pólvora. Não queremos isso”.

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Questionado por repórteres sobre o que o governo brasileiro poderá fazer em relação às eleições argentinas, Bolsonaro falou que a atuação fica no “limite do Itamaraty”.

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