Imprensa livre e independente
04 de julho de 2019, 17h45

Bolsonaro empossa mais um general para secretário de governo

Luiz Eduardo Ramos Baptista Oliveira assume o lugar que era do general Santos Cruz

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
A partir de hoje quem é o responsável pela articulação política do governo Bolsonaro é o general Luiz Eduardo Ramos Baptista Oliveira. Ele tomou posso nesta quinta-feira (4) durante cerimônia realizada em Brasília. Ramos chega para substituir Carlos Alberto Santos Cruz, que ocupava o cargo de ministro da Secretaria do Governo até ser demitido no início do mês de junho. O militar recebe o cargo em um momento crucial para os planos de Bolsonaro e sua equipe econômica. Vai ser de Ramos a missão de costurar acordos para que a reforma da previdência, enviada pelo Planalto, consiga andar no Congresso....

A partir de hoje quem é o responsável pela articulação política do governo Bolsonaro é o general Luiz Eduardo Ramos Baptista Oliveira. Ele tomou posso nesta quinta-feira (4) durante cerimônia realizada em Brasília. Ramos chega para substituir Carlos Alberto Santos Cruz, que ocupava o cargo de ministro da Secretaria do Governo até ser demitido no início do mês de junho.

O militar recebe o cargo em um momento crucial para os planos de Bolsonaro e sua equipe econômica. Vai ser de Ramos a missão de costurar acordos para que a reforma da previdência, enviada pelo Planalto, consiga andar no Congresso. No discurso de posse do seu novo ministro, o presidente demonstrou que espera que o subordinado consiga fazer o diálogo com os deputados.

“Ele entra em campo em um momento que interessa a todo do Brasil, a nova Previdência. Não temos Plano B, o plano é esse, o Plano A. Ele entra agora também buscando soluções para essa questão”, declarou Bolsonaro.

Nesse clima de pressão, Ramos deixou claro que sabe da responsabilidade que está em suas costas. “Muita gente me procurou dizendo que eu estava recebendo uma missão muito difícil, espinhosa e que eu teria muita dificuldade. Respondi que estava tendo privilégio porque vou poder novamente trabalhar com a casa do povo, Congresso Nacional, seus deputados e senadores”.

Veja também:  Com "torcida" de Bolsonaro por Macri, Mourão diz que relação com a Argentina independe de eleições

A medida de nomear o novo ministro para fazer essa articulação enfraquece ainda mais Onyx Lorenzoni dentro do governo. Até o mês passado essa tarefa era da Casa Civil. Sem conseguir avançar com a principal pauta do governo dentro da Câmara, através de uma Medida Provisória, Bolsonaro mudou a linha de frente com o Congresso.

Ramos Batista estava à frente do Comando Militar do Sudeste antes de aceitar virar ministro do atual governo.

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum