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21 de maio de 2019, 14h16

Bolsonaro “ensina” reforma da Previdência a alunos de escola pública e é corrigido por Paulo Guedes

"Quando vocês estiverem trabalhando, vão garantir a nossa aposentadoria, desse pessoal que está aqui atrás", disse Bolsonaro. Guedes fez sinal de negativo com a mão

Foto: Divulgação/PR
Ao lado de alunos de um colégio público durante cerimônia de hasteamento da bandeira no Palácio da Alvorada, na manhã desta terça-feira (21), Jair Bolsonaro foi corrido por Paulo Guedes, ministro da Economia, ao tentar explicar para as crianças sobre a reforma da Previdência proposta por seu governo. “Quando vocês estiverem trabalhando, vão garantir a nossa aposentadoria, desse pessoal que está aqui atrás”, disse Bolsonaro, apontando para a sua equipe ministerial, segundo reportagem de Gustavo Uribe, no site da Folha de S.Paulo. Guedes fez sinal de negativo com a mão. “Nós vamos libertá-los desse peso”, disse aos ministros posicionados ao...

Ao lado de alunos de um colégio público durante cerimônia de hasteamento da bandeira no Palácio da Alvorada, na manhã desta terça-feira (21), Jair Bolsonaro foi corrido por Paulo Guedes, ministro da Economia, ao tentar explicar para as crianças sobre a reforma da Previdência proposta por seu governo.

“Quando vocês estiverem trabalhando, vão garantir a nossa aposentadoria, desse pessoal que está aqui atrás”, disse Bolsonaro, apontando para a sua equipe ministerial, segundo reportagem de Gustavo Uribe, no site da Folha de S.Paulo.

Guedes fez sinal de negativo com a mão. “Nós vamos libertá-los desse peso”, disse aos ministros posicionados ao seu lado.

O ministro se referia à proposta do chamado regime de capitalização, no qual cada trabalhador teria uma espécie de poupança compulsória para garantir a sua própria aposentadoria.

No regime atual, chamado de repartição, os trabalhadores que estão na ativa ajudam a pagar os benefícios pagos aos aposentados.

A proposta do governo é arcar com os custos – de R$ 1 trilhão, segundo Guedes – da transição para o regime de capitalização, que seria administrado por bancos privados.

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