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08 de maio de 2019, 06h26

Bolsonaro oferece cargos e R$ 4 bilhões a deputados para aprovar reforma da Previdência

Com recriação de duas pastas, governo partiu para o vale-tudo, recorrendo ao velho fisiologismo na relação com o congresso, para a aprovação da reforma da Previdência

Bolsonaro com parlamentares da base na assinatura do decreto das armas de colecionadores (Foto: Carolina Antunes/PR)
Coluna Painel, da jornalista Daniela Lima, na edição desta quarta-feira (8) da Folha de S.Paulo, relata que o governo partiu para o vale-tudo, recorrendo ao velho fisiologismo na relação com o congresso, para a aprovação da reforma da Previdência. Além de recriar os ministérios de Cidades e Integração Nacional, o governo teria prometido, segundo deputados, liberar até R$ 4 bilhões aos parlamentares até o fim do ano. Presidindo a Câmara e o Senado, o DEM foi oficializado como operador político do governo no Congresso e caberá a Davi Alcolumbre (DEM/AP) e Rodrigo Maia (DEM/RJ) a indicação dos titulares das pastas...

Coluna Painel, da jornalista Daniela Lima, na edição desta quarta-feira (8) da Folha de S.Paulo, relata que o governo partiu para o vale-tudo, recorrendo ao velho fisiologismo na relação com o congresso, para a aprovação da reforma da Previdência.

Além de recriar os ministérios de Cidades e Integração Nacional, o governo teria prometido, segundo deputados, liberar até R$ 4 bilhões aos parlamentares até o fim do ano.

Presidindo a Câmara e o Senado, o DEM foi oficializado como operador político do governo no Congresso e caberá a Davi Alcolumbre (DEM/AP) e Rodrigo Maia (DEM/RJ) a indicação dos titulares das pastas recriadas. O comando dos ministérios deve ficar com o PP e o MDB.

Novas pastas
O principal atrativo das novas pastas, para os políticos, são os cargos em Brasília e nos estados, loteados entre os apadrinhados, e a condução da execução das emendas parlamentares, que é o dinheiro do Orçamento direcionado para obras e investimentos nos redutos eleitorais dos congressistas.

O centrão é formado por partidos que, apesar do discurso geral de apoio ao governo Bolsonaro, não têm se alinhado automaticamente ao presidente. Inclui parlamentares do DEM, PP, PSD, PR, PTB, PRB, Pros, Podemos, Solidariedade, entre outras siglas menores —na Câmara, somam cerca de 200 dos 513 deputados federais.

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