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05 de julho de 2019, 10h04

Bolsonaro: “Respeitamos a todas as instituições, mas é ao povo a quem devemos lealdade”

Poucas horas depois da divulgação de reportagem bombástica pela revista Veja em parceria com o site The Intercept, Bolsonaro foi às redes sociais e publicou a edição de um vídeo, insinuando estar acima das instituições. A mensagem, no entanto, foi apagada minutos depois

Tuíte de Bolsonaro (Reprodução)
Poucas horas depois da divulgação de reportagem bombástica pela revista Veja em parceria com o site The Intercept, na manhã desta sexta-feira (5), Jair Bolsonaro (PSL) foi às redes sociais e publicou a edição de um vídeo, com a fala distorcida, insinuando estar acima das instituições. A mensagem, no entanto, foi apagada minutos depois. O vídeo voltou a ser publicado cerca de uma hora depois. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo – “Respeitamos a todas as instituições, mas é ao povo a quem devemos lealdade.” pic.twitter.com/L863xaek1V — Jair M....

Poucas horas depois da divulgação de reportagem bombástica pela revista Veja em parceria com o site The Intercept, na manhã desta sexta-feira (5), Jair Bolsonaro (PSL) foi às redes sociais e publicou a edição de um vídeo, com a fala distorcida, insinuando estar acima das instituições. A mensagem, no entanto, foi apagada minutos depois. O vídeo voltou a ser publicado cerca de uma hora depois.

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Segundo a Veja, através de análise de 649.551 mensagens que foram obtidas pelo Intercept fica claro que Moro atuou como chefe do MPF, pedindo a inclusão de provas em processos, mandando acelerar ou retardar operações e fazendo pressão contra delações.

Segundo a matéria, “Moro cometeu, sim, irregularidades” e “comportou-se como chefe do Ministério Público Federal, posição incompatível com a neutralidade exigida de um magistrado”.

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Entre as incorreções do ex-juiz, os diálogos mostram que Moro pediu que a acusação incluísse provas nos processos que chegariam às suas mãos, mandou acelerar ou retardar operações e ainda fez pressão para que determinadas delações não andassem, como a de Eduardo Cunha. Pelas mensagens pode se notar que o ex-juiz dava bronca e “corrigia” peças dos procuradores.

Renato Rovai, editor da Fórum, comenta no vídeo abaixo essa nova reportagem da parceria The Intercept e Veja. Assista

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