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09 de maio de 2019, 06h12

Bolsonaro teria ficado cismado por não ser consultado em resposta de Villas Bôas a Olavo de Carvalho

A guerra entre as alas ideológica e militar do governo está longe de chegar ao fim e tem provocado desgaste nas relações de Bolsonaro com ambos os grupos e com o Congresso. Deputados querem cassar homenagem ao guru do clã

Villas Bôas e Olavo de Carvalho, ao lado de Bolsonaro (Montagem)
Coluna Painel, da jornalista Daniela Lima, na edição desta quinta-feira (9) da Folha de S.Paulo, informa que doutrinados do guru Olavo de Carvalho afirmam que Jair Bolsonaro (PSL) estaria irritado com a influência dos militares no governo e teria ficado cismado com o fato de o ex-comandante do Exército general Villas Bôas ter saído em defesa dos colegas sem consultá-lo antes. Leia também: Olavo de Carvalho volta ao ataque e acusa Santos Cruz de crime de “tráfico de influência” A guerra entre as alas ideológica e militar do governo está longe de chegar ao fim e tem provocado desgaste nas relações...

Coluna Painel, da jornalista Daniela Lima, na edição desta quinta-feira (9) da Folha de S.Paulo, informa que doutrinados do guru Olavo de Carvalho afirmam que Jair Bolsonaro (PSL) estaria irritado com a influência dos militares no governo e teria ficado cismado com o fato de o ex-comandante do Exército general Villas Bôas ter saído em defesa dos colegas sem consultá-lo antes.

Leia também: Olavo de Carvalho volta ao ataque e acusa Santos Cruz de crime de “tráfico de influência”

A guerra entre as alas ideológica e militar do governo está longe de chegar ao fim e tem provocado desgaste nas relações de Bolsonaro com ambos os grupos.

Integrantes da ativa das Forças dizem que Jair Bolsonaro soou dúbio ao tentar sufocar o impasse sem antes defender os generais que estão no governo. Já os olavistas garantem que o presidente está farto dessas cobranças pois avalia que os fardados deveriam protegê-lo —não o contrário.

No Congresso
A coluna informa ainda que a passagem de Villas Bôas pelo Congresso, nesta quarta-feira (8), foi marcada por atos de desagravo. Além do ministro Sergio Moro (Justiça), parlamentares de diversas siglas fizeram questão de dirigir deferências a ele.

Veja também:  A mídia convencerá o povo a apoiar as privatizações, como fez com a reforma da Previdência?

Deputados articulam até mesmo derrubar na Câmara a condecoração concedida por Bolsonaro a Olavo de Carvalho.

Já a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), diz que vai colocar Villas Bôas e Olavo de Carvalho em contato nesta quinta (9). “Passou da hora de pacificar. Olavo e os militares são muito importantes para o governo. Ninguém ganha com essa briga”, afirma.

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