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31 de março de 2019, 22h23

Boneco de Ustra é queimado na avenida Paulista aos gritos de assassino. Veja o vídeo

O coronel Ustra é um dos ídolos de Bolsonaro que, em 2016, dedicou seu voto a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff a ele

Foto: Reprodução
Um boneco do torturador coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra foi queimado na tarde deste domingo (31), na avenida Paulista, em São Paulo. Enquanto o boneco era queimado, manifestantes gritavam palavras de ordem como “assassino” e “nazistas, fascistas, não passarão”. O presidente Jair Bolsonaro (PSL), enquanto ainda era deputado, dedicou seu voto a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em abril de 2016, ao torturador da ditadura militar, ex-chefe do DOI-Codi, Coronel Brilhante Ustra. O coronel é um dos ídolos de Bolsonaro. Ustra foi um assassino sádico e sanguinário que comandou a tortura e a morte de mais de 500...

Um boneco do torturador coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra foi queimado na tarde deste domingo (31), na avenida Paulista, em São Paulo. Enquanto o boneco era queimado, manifestantes gritavam palavras de ordem como “assassino” e “nazistas, fascistas, não passarão”.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), enquanto ainda era deputado, dedicou seu voto a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em abril de 2016, ao torturador da ditadura militar, ex-chefe do DOI-Codi, Coronel Brilhante Ustra.

O coronel é um dos ídolos de Bolsonaro.

Ustra foi um assassino sádico e sanguinário que comandou a tortura e a morte de mais de 500 pessoas durante o período da ditadura militar no Brasil.

Ustra foi reconhecido pela Justiça como torturador. O único, até agora. Morreu em 2015, aos 83 anos, vítima de uma pneumonia e de falência múltipla de órgãos. Teria entrado para a vala da história, não fosse o agora candidato à presidência, Jair Bolsonaro, resgatá-lo como herói.

Leia aqui matéria da Fórum com vários depoimentos de vítimas de tortura do coronel Ustra.

Veja também:  Vídeo: veja depoimento de executivo da Odebrecht dizendo que foi coagido a criar versão sobre sítio atribuído a Lula

Golpe Militar

Neste domingo (31), o golpe militar completa 55 anos. O regime resultou em mais de 434 mortos e desaparecidos políticos.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), determinou ao Ministério da Defesa, durante a semana, que faça as “comemorações devidas” pelos 55 anos do golpe que deu início a uma ditadura militar no país.

O Palácio do Planalto distribuiu neste domingo um vídeo em defesa do golpe de 1964. De acordo com o material, a derrubada de João Goulart do poder, foi apenas um movimento para conter o avanço do comunismo no País. “O Exército nos salvou. O Exército nos salvou. Não há como negar. E tudo isso aconteceu num dia comum de hoje, um 31 de março. Não dá para mudar a história”, diz o apresentador

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