Anac impediu que voo da empresa boliviana Lamia saísse do Brasil

A agência afirma que o transporte teria que ser realizado por empresa aérea brasileira e/ou colombiana. Tragédia deixou pelo menos 76 mortos entre jogadores, jornalistas e tripulantes

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A agência afirma que o transporte teria que ser realizado por empresa aérea brasileira e/ou colombiana. Tragédia deixou pelo menos 76 mortos entre jogadores, jornalistas e tripulantes  
Da Redação
  A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) negou o pedido de voo solicitado pela empresa boliviana Lamia Corporation para o transporte do time de futebol da Chapecoense que iria disputar a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional de Medellín. O voo partiria do Brasil para a Colômbia, na segunda-feira (29), segundo a solicitação. Por causa da negativa, o time partiu de Guarulhos (SP) para a Bolívia em um voo comercial. Somente em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), eles pegaram o voo fretado da Lamia com destino a Medellín, na Colômbia. Nota Brasília, 29 de novembro de 2016 - A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informa que a empresa boliviana Lamia Corporation solicitou autorização de voo à ANAC para o transporte do time de futebol Chapecoense que faria um torneio na Colômbia. O voo partiria do Brasil para a Colômbia, na segunda-feira, 28/11, segundo a solicitação. O pedido foi negado com base no Código Brasileiro de Aeronáutica (CBAer) e na Convenção de Chicago, que trata dos acordos de serviços aéreos entre os países. O acordo com a Bolívia, país originário da companhia aérea Lamia, não prevê operações como a solicitada. Complementando a negativa do pedido, a ANAC informou ao solicitante do voo que o transporte poderia ser realizado por empresa aérea brasileira e/ou colombiana, conforme a escolha do contratante do serviço, nos termos dos acordos internacionais em vigor. A ANAC se solidariza com os familiares das vítimas do acidente ocorrido nesta madrugada, 29/11, com o time da Chapecoense, nas proximidades de Medellín, na Colômbia.