Após ter dados adulterados no cadastro do SUS, Manuela D´Ávila vai à Justiça

Ela aparece como “morta” no documento: “Espero que seja responsabilizada a pessoa que praticou o crime de adulteração. Para tanto, estamos estudando medidas cabíveis”

Manuela D´Ávila - Foto: Reprodução/Instagram
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A escritora e jornalista Manuela D´Ávila (PCdoB), ex-candidata à prefeita de Porto Alegre (RS), usou as redes sociais para anunciar que vai ingressar na Justiça, após ter descoberto que aparece como "morta" em seu cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Sobre a alteração do meu cadastro no Ministério da Saúde: ingressarei com ação judicial para que seja corrigida a minha inscrição no SUS. Além disso, espero que seja responsabilizada a pessoa que praticou o crime de adulteração. Para tanto, estamos estudando medidas cabíveis”, postou Manuela.

Logo que descobriu a fraude envolvendo seu nome, ela ironizou. “Tenho uma notícia para dar: estou vivinha da silva e na luta apesar das ameaças permanentes que fazem. Vamos ver o Brasil feliz novamente”.

Em outra postagem, Manuela relata como ficou sabendo da adulteração. “No dia em que fui me vacinar contra Covid-19, fiquei algumas horas na fila emocionada. Quando foram preencher meu cadastro não encontraram meus dados. Imaginei que podia ser algo relacionado à legislação sobre figuras politicamente expostas”.

“Fizeram registro manual e disseram que ia demorar mais tempo para constar no Conectasus. Depois me lembrei do ataque hacker em que haviam mudado meu nome e de meu pai. Pois bem, aí está: eles me mataram depois do 1º turno da eleição de 2018”, acrescentou, mostrando uma imagem do documento.

https://twitter.com/ManuelaDavila/status/1417546310908010501
https://twitter.com/ManuelaDavila/status/1417506525724164098
https://twitter.com/ManuelaDavila/status/1417506533110386697

Outros casos

Situação semelhante vem ocorrendo recentemente com políticos de oposição, o que aumentam as suspeitas de que a invasão pode ter partido de dentro do próprio Ministério da Saúde.

A deputada federal Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT, se viu em uma situação semelhante à de Manuela. Em junho, ela se dirigiu a uma unidade do SUS, em Brasília, e conseguiu ser imunizada. Depois disso, profissionais da saúde entraram em contato com dela, afirmando que seu cadastro tinha sofrido uma baixa por óbito.

Para piorar a situação, se é que é possível, ao lado do nome completo dela constava um suposto apelido: “Bolsonaro”.

O líder social Guilherme Boulos (PSOL) também foi vítima de adulteração de dados no SUS. No cadastro, o nome de seu pai, Marcos Boulos, foi alterado para “Kid Bengala”. Além disso, a informação de que o psolista recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19 não consta no sistema do Ministério da Saúde.