Deprimido, Sérgio Reis não deve mais ir a ato no 7 de setembro, diz esposa

O sertanejo ficou abalado com a repercussão de áudio em que fala em invadir o Supremo Tribunal Federal

Sérgio Reis | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
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Fechou a porteira. O cantor sertanejo Sérgio Reis não deve mais participar do ato golpista previsto para o dia 7 de setembro, segundo a esposa, Ângela Bavini.

Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o músico teria ficado abalado com a repercussão de um áudio vazado em que ele ameaça invadir STF, quebrar tudo e “tirar os caras na marra”.

"O Sérgio foi induzido por pessoas que dizem estar em um movimento tranquilo. No fim, todo mundo vaza [desaparece], e sobra para ele, que é uma celebridade", disse Bavini à Folha.

"Ele está muito triste e depressivo porque foi mal interpretado. Ele quer apenas ajudar a população. Está magoado demais", completou.

O músico estava ajudando a organizar um ato em apoio a Jair Bolsonaro e contra o Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília. Ao estilo Roberto Jefferson, ex-deputado que foi preso na sexta justamente por ameaças às instituições, o sertanejo aparece em vídeos desafiando ministros do STF. Em um deles, diz que “a cobra vai fumar” caso os magistrados não “atendam aos pedidos” dos bolsonaristas.

Em seguida, um áudio vazado mostra o cantor pregando uma invasão ao STF. “Se em 30 dias não tirarem aqueles caras, nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra”, disse.

Na noite de domingo, Bolsonaro encaminhou mensagem em lista de transmissão no WhatsApp que fala em “provável e necessário contragolpe”. A data dessa mobilização seria o dia 7 de setembro.

Reação contra Sérgio Reis

As declarações de Sérgio Reis sobre o 7 de setembro não foram bem recebidas. Internautas promoveram uma “invasão” no Instagram do músico e estão comentando postagens do cantor com críticas e mensagens de repúdio. Além disso,

Em live no domingo (15) com o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, Reis chorou, negou mobilização golpista e disse que achou Bolsonaro “muito abatido, muito doente” durante almoço.