HORROR NA ESCOLA

A história doentia da amizade entre aluno que matou a professora e garoto de 12 anos

Relação entre os dois ocorreu ainda na escola de Taboão da Serra, de onde adolescente foi transferido devido a seu comportamento agressivo. Ele assassinou docente de 71 anos em SP

Créditos: Twitter/Reprodução
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O adolescente de 13 anos que assassinou a professora Elisabete Tenreiro, de 71 anos, a facadas na manhã de segunda-feira (27), na escola estadual Thomázia Montoro, na Zona Oeste de São Paulo, ferindo outras duas educadoras e dois colegas de classe, manteve uma relação de amizade próxima com um garoto de 12 anos na instituição que frequentava anteriormente, até um mês atrás. A história doentia dessa relação pode ajudar a polícia a entender melhor a tragédia ocorrida na capital paulista.

De acordo com o inquérito instaurado na 34ª Delegacia de Polícia de São Paulo, na Vila Sônia, os dois meninos mantinham amizade até o começo deste ano, numa escola do município vizinho de Taboão da Serra. Num determinado momento, há pouco mais de um mês, por razões comuns nessa faixa etária, o aluno de 12 anos deixou de falar com o colega que viria a cometer o ataque futuramente.

A partir daí, o garoto mais velho passou a mandar mensagens com ameaças de morte para o celular do ex-amigo, dizendo que mataria inclusive sua mãe. Eles costumavam jogar games on-line juntos e foi então que a responsável do aluno de 12 anos resolveu cortar qualquer tipo de contato do filho com o outro adolescente, comunicando o caso também à direção da escola.

A direção da escola, por sua vez, respondeu à mãe ameaçada junto com o filho que o outro aluno seria encaminhado para o Caps (Centro de Atenção Psicossocial) e que seus pais já tinham sido notificados do caso de violência. No entanto, dias depois, o aluno acabou sendo transferido para a capital, onde protagonizaria um crime que chocou o Brasil.