Um projeto de habitação social em desenvolvimento pelo governo estadual e pela prefeitura de São Paulo, na Zona Oeste da cidade — próximo à divisa com Osasco —, promete entregar 22 mil apartamentos, distribuídos por 68 torres (27 delas já entregues e 41 em construção), em uma área construída de aproximadamente 450 mil m², que deve torná-lo um dos maiores conjuntos habitacionais da América Latina.
O Reserva Raposo, megaempreendimento que pretende abrigar até 80 mil moradores, também vai contar com uma infraestrutura própria de serviços auxiliares: escolas, UBS, terminais de ônibus, áreas verdes, comércios, ciclovias e arenas desportivas, funcionando como uma espécie de bairro planejado.
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Créditos: divulgação
A iniciativa é desenvolvida pela incorporadora RZK Empreendimentos, braço do Grupo RZK, e já começou a entrega de algumas das milhares de unidades previstas até 2030. Tem como principal financiadora a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do estado de São Paulo, sob a modalidade de carta de crédito associativo (CCA), que contempla famílias com renda de até cinco salários mínimos. Nesse modelo, a construtora recebe o crédito antes do início das obras, e a responsabilidade pelos custos durante a construção é da Caixa Econômica Federal.
De acordo com a Agência São Paulo, o investimento do governo estadual no projeto já somou cerca de R$ 63 milhões. As parcelas do financiamento para as famílias podem chegar a um mínimo de R$ 303,60: a ideia é que não ultrapassem até 20% do orçamento familiar total, com correção pela inflação (de acordo com o IPCA).
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O bairro planejado, que agrega diversos condomínios, começou a ser entregue em 2024. Já foram mais de seis mil unidades — e mais de sete mil estão em fase de construção, distribuídas pela região metropolitana de São Paulo —, compostas por 39 m² de área construída (com dois quartos, sala, cozinha e lavanderia), além de espaços de lazer comuns, como playground e bibliotecas, salão de jogos e festas, academia, churrasqueiras e bicicletários.
Créditos: divulgação
O investimento total no projeto, que promete ser o maior empreendimento imobiliário de interesse social do Brasil, deve ultrapassar R$ 4 bilhões (com R$ 1,3 bilhão de investimento municipal), e se destina a famílias de baixa e média renda que residem em áreas de risco. Dezoito das 124 torres do residencial são aquisições da Prefeitura de São Paulo, e devem atender 6.220 famílias até 2026.
"Para não onerar o orçamento das famílias antes da entrega das moradias, o Governo do Estado cobre todas as despesas do financiamento, incluindo o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), o registro do imóvel em cartório e o seguro de morte ou invalidez permanente durante a obra, garantindo mais tranquilidade aos beneficiários", explica a Agência SP.