SUSTENTABILIDADE

Cúpula dos Povos reunirá mais de 30 mil pessoas de movimentos para pressão a líderes da COP30

Evento paralelo à conferência climática da ONU discute soluções populares e justiça ambiental com mais de mil organizações de 62 países

Créditos: Reprodução/MST/Mariana Castro
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Enquanto chefes de Estado e diplomatas se reúnem em Belém para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), a sociedade civil organiza um encontro próprio: a Cúpula dos Povos, que acontece de quarta-feira (12) a domingo (16). O evento, que deve reunir mais de 30 mil pessoas de 62 países, contará com mais de mil movimentos sociais, redes internacionais e organizações comunitárias empenhadas em discutir soluções populares para a crise climática.

A escolha de realizar o evento no mesmo período da conferência da ONU é estratégica. O objetivo é aproveitar a atenção global voltada ao Brasil para ampliar a visibilidade das demandas dos povos e pressionar por ações mais ambiciosas e justas no combate à crise climática, de acordo com a organização política da Cúpula dos Povos na COP30, à Fórum.

“Isso permite que as vozes de movimentos sociais, povos indígenas, comunidades tradicionais, ativistas e organizações de base tenham maior impacto na mídia e entre os participantes oficiais. É uma forma de cobrar ações mais concretas dos líderes mundiais e dar espaço a quem muitas vezes fica à margem das negociações formais da ONU”, afirmou a organização.

Os debates serão guiados por seis eixos centrais — soberania alimentar, transição energética justa, reparação, internacionalismo, cidades sustentáveis e protagonismo das mulheres. A proposta é construir alternativas a partir dos territórios e dar visibilidade a práticas já implementadas por comunidades tradicionais, povos indígenas, agricultores e ativistas ambientais.

A Cúpula dos Povos se consolidou, ao longo das últimas conferências climáticas, como um fórum alternativo e popular de debate ambiental. Em Belém, além das mesas temáticas e plenárias, a programação inclui marchas, manifestações culturais e atividades autogestionadas, que buscam conectar experiências locais de resistência com a agenda global pela justiça climática.

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