A WEG será responsável pelo fornecimento e pela execução técnica do sistema fotovoltaico e de armazenamento de energia do projeto Noronha Verde, conduzido pela Neoenergia, que pretende transformar Fernando de Noronha (PE) na primeira ilha oceânica habitada da América Latina com geração de energia totalmente renovável.
O projeto faz parte do Programa Mais por Noronha e tem apoio do Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, e do Governo de Pernambuco. A iniciativa prevê a instalação de mais de 30 mil painéis solares, com capacidade de 22 megawatts-pico (MWp), além de um sistema de baterias de 49 megawatts-hora (MWh), que permitirá o fornecimento contínuo de energia limpa durante a noite e em períodos de baixa luminosidade.
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O empreendimento, licenciado pela Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) e com anuência do ICMBio, será desenvolvido em duas etapas: a primeira deve entrar em operação até maio de 2026, e a segunda, em 2027.
Problemas ambientais
Mesmo com as inovações sustentáveis, a ilha tem passado por uma série de crises ambientais que levaram a críticas sobre a gestão governamental do território, controlado pelo governo de Pernambuco, chefiado por Raquel Lyra (PSD).
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Em agosto de 2025, o Instituto Chico Mendes (ICMBio) realizou a maior ação de fiscalização dos últimos anos na ilha, aplicando cerca de R$ 70,9 mil em multas por crimes ambientais. Foram registrados nove autos de infração, incluindo ocupações ilegais em áreas protegidas, poluição hídrica, perseguição a golfinhos por embarcações, abandono de veículos, e desrespeito às regras do Parque Nacional Marinho.
Entre setembro e outubro de 2025, denúncias de moradores apontaram o acúmulo de lixo e entulho nas ruas, agravado pela gestão privada da limpeza urbana, sob controle da empresa Ambipar.
Em 2024, as multas ambientais atingiram recordes, especialmente por construções e reformas sem autorização, incluindo a ampliação da área de pousadas em áreas protegidas.
Pesquisas recentes identificam que a poluição, especialmente plástica e resíduos derivados da pesca, ameaça recifes e a fauna local, com lixo retirado de ambientes subaquáticos e praias, o que pode comprometer, inclusive, a atividade turística, principal ramo da economia do território.