O apresentador Carlos "Ratinho" Massa, que possui mais de 10 fazendas no Acre e no Paraná, minimizou a importância da Floresta Amazônica, dizendo que não vai "adiantar nada" para o "globo terrestre". De quebra, ainda usou tempo do seu programa para defender o filho, o governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD-PR), em meio a críticas sobre políticas ambientais no estado.
“O "Amazonas" tem só 1% do globo terrestre. 1% não vai resolver nada você preservar 1%. Tem que preservar tudo”, afirmou o apresentador Ratinho em seu programa.
A floresta é considerada essencial na regulação das chuvas, na captura de carbono e na manutenção da biodiversidade, concentrando cerca de 10% das espécies conhecidas do planeta. E é justamente o desmatamento na Amazônia que impacta o clima na região Sul – sua destruição ou degradação, portanto, tem impactos diretos no aquecimento global, na estabilidade climática e no regime de chuvas que influencia até a produção agrícola brasileira.
Sem mencionar diretamente seu filho, ou que ele é governador do Paraná e um dos aspirantes à corrida presidencial no ano que vem, em seu programa, o apresentador coincidentemente elogiou a atuação da política regional, em ano pré-eleitoral. “Eu queria falar sobre o atendimento que aconteceu lá (no Paraná), o povo se juntou, todos os prefeitos da região foram para lá para ajudar imediatamente. O pessoal do governo chegou no mesmo dia na cidade para ajudar”, continuou.
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As declarações de Ratinho ocorrem em um momento em que o Brasil realiza a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém (PA), onde líderes mundiais debatem metas de descarbonização e preservação da Amazônia.
Entenda
Cerca de 80% do município de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, foi devastado pelo ciclone extratropical, de acordo com a Defesa Civil, no último sábado (8). A cidade teve inúmeros colapsos estruturais e 10 mil pessoas foram afetadas.
Por volta das 18h naquele dia, uma tempestade atingiu o Rio Bonito do Iguaçu, provocando danos significativos na área urbana – consequência de um tornado de categoria 3 na escala Fujita, com ventos estimados entre 300 km/h e 330 km/h. Junto a esse tornado, outros dois foram formados, de escala 2, em Guarapuava, e outro em Turvo. Os dados são da Defesa Civil do Paraná.