POLÍCIA MILITAR

Cristian Cravinhos sofre acidente e fica apavorado de ser preso novamente

Assassino do casal Richthofen leva 15 pontos no rosto após batida de moto; ele está em regime aberto e qualquer coisa pode leva-lo à cadeia

Cristian Cravinhos sofre acidente.Créditos: Arquivo Pessoal
Escrito en BRASIL el

Um dia depois de se envolver em um acidente de moto no bairro do Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, Cristian Cravinhos, condenado a 40 anos de prisão pelo assassinato dos pais de Suzane von Richthofen em 2002, se recupera em casa com 15 pontos na cabeça e no rosto. Aos 49 anos, o ex-presidiário, que cumpre pena em regime aberto, completa 50 no próximo dia 21.

Cravinhos contou que ainda sente dores intensas após o acidente, ocorrido na tarde de terça-feira (12). Ele pilotava uma Yamaha Factor DX prata, modelo 2025, quando foi atingido por um carro que atravessou a preferencial no cruzamento das ruas Jesuíno Maciel e Cristóvão Pereira, um entroncamento sem sinalização.

 “Não tive tempo nem de frear. Joguei a moto para o lado e bati de frente. O farol esquerdo do carro entrou na minha cara”, relatou.

O impacto quebrou a viseira do capacete e causou cortes profundos. “Foram doze pontos na cabeça e três no rosto”, disse.

Segundo ele, a moto sofreu danos no tanque e nas carenagens, mas não teve perda total. O motorista do carro, um jovem de 22 anos, assumiu a culpa no local por ter avançado a preferencial.

Verificação policial e lembrança da prisão em 2018

Logo após a batida, uma viatura da Polícia Militar foi acionada. Por estar em regime aberto, Cravinhos teve seus documentos e sua situação penal rigorosamente verificados.

“Os policiais foram educados e corretos. Nem parecia que eu estava no Brasil”, ironizou. “Mas fiquei apavorado. Já passei por isso e sei que qualquer coisa errada pode me mandar de volta pra cadeia.”

A lembrança a que se refere é de 2018, quando também pilotava uma moto e acabou preso por tentativa de suborno durante uma abordagem policial em Sorocaba (SP). Na época, violava as regras do regime aberto, o que levou à revogação do benefício e a mais quatro anos de prisão.

Atualmente, Cristian vive em liberdade, mas segue cumprindo as restrições do regime aberto impostas pela Justiça.

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