CIDADANÍA

Novo RG já está valendo: entenda o que muda e como emitir

Com CPF como identificador, a CIN promete reduzir fraudes e facilitar serviços públicos; confira como solicitar

Novo modelo de identidade adota o CPF como número único e já começa a substituir o RG em todo o país.Créditos: Reprodução/Casa Civil
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A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) foi criada para unificar a identificação civil no Brasil. Ao adotar o CPF como número único, o documento reorganiza as bases de dados, fortalece a segurança e reduz as brechas para fraudes.

A mudança foi formalizada pelo Decreto nº 10.977, de 23 de fevereiro de 2022, que definiu o CPF como registro geral nacional, estabeleceu padrões de segurança e interoperabilidade e criou mecanismos de verificação, como o QR Code e a integração com sistemas eletrônicos. Esse decreto, em vigor desde 2022, orienta toda a transição para o novo formato.

A adoção da CIN também é respaldada por normas complementares que tratam da padronização e da incorporação de tecnologias compatíveis com padrões internacionais. O Governo Federal, por sua vez, publicou diretrizes técnicas e habilitou a versão digital da carteira no aplicativo Gov.br, garantindo que o documento possa ser usado tanto em formato físico quanto eletrônico.

Neste texto, reunimos tudo o que você precisa saber sobre o novo RG, incluindo como emitir, prazos, diferenças em relação ao modelo antigo e as implicações políticas e sociais dessa mudança. 

O que é o novo RG (Carteira de Identidade Nacional)

O novo RG é um documento unificado de identificação que passa a utilizar exclusivamente o CPF como número de registro, acabando com a antiga lógica de cada estado emitir um RG diferente, com numeração própria.
A CIN segue um padrão nacional definido pelo governo federal e traz recursos de segurança mais avançados, como:

  • QR Code para verificação rápida de autenticidade
  • Versão digital integrada ao Gov.br
  • Layout padronizado
  • Inclusão de informações extras opcionais, como tipo sanguíneo e condições de saúde
  • Tecnologia que impede falsificação e duplicação

Quais são as principais mudanças do novo RG?

1. CPF como único número de identificação

É a mudança mais impactante. A partir da nova carteira, o CPF passa a valer como identificador universal, o que facilita cadastros, evita duplicidade e simplifica a relação do cidadão com o Estado.

2. Documento válido em todo o território nacional

Antes, o RG emitido em São Paulo não tinha numeração compatível com o de Pernambuco, por exemplo. Com a CIN, todas as versões seguem o mesmo padrão.

3. Mais segurança contra fraudes

O documento utiliza QR Code, prevê verificação online e integra bases de dados governamentais.

4. Versão digital integrada ao Gov.br

O cidadão poderá acessar a versão digital da sua carteira pelo aplicativo Gov.br, o que reduz burocracia e agiliza comprovação de identidade.

5. Padronização visual e inclusão de dados opcionais

O novo RG permite que o cidadão inclua tipo sanguíneo e condições de saúde relevantes, o que pode ser útil em emergências.

Quem precisa emitir o novo RG e até quando?

O governo federal estabeleceu que o novo documento será obrigatório apenas a partir de 2032, quando o antigo RG deixará de valer. Até lá:

  • Quem já tem RG não é obrigado a trocar imediatamente
  • A validade varia conforme a idade:
  • 0 a 11 anos: 5 anos
  • 12 a 59 anos: 10 anos
  • 60 anos ou mais: validade indeterminada
  • A emissão é gratuita na primeira via.

Como emitir o novo RG

A emissão é de responsabilidade dos institutos de identificação dos estados. O processo varia um pouco, mas segue um padrão geral:

1. Agendar atendimento no instituto de identificação ou Poupatempo / Vapt-Vupt / unidades equivalentes

2. Levar documentos, como CPF e certidão de nascimento ou casamento

3. Fazer coleta biométrica e fotográfica

4. Aguardar a confecção do documento físico e acessar a versão digital pelo Gov.br.

Estados como Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul já emitem o novo RG. Outros seguem em fase de adaptação.

O que muda no dia a dia com o novo RG?

Para a maioria das pessoas, o impacto será gradual. Com o tempo:

  • Cadastros serão feitos apenas com o CPF
  • Documentos terão mais integração digital
  • Serviços públicos serão mais simples de acessar
  • Golpes baseados em duplicidade de RG tendem a diminuir

A transição, no entanto, será lenta, e os dois modelos vão coexistir por anos.

Para mais informações acesse o site do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

 

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