ECONOMIA

5 anos de Pix: o que significa o nome do meio de pagamento que movimentou mais de R$ 85 trilhões

Quando o Banco Central desenvolveu o sistema, diferentes nomes foram avaliados para batizar o novo método de pagamentos instantâneos, que acabou sendo chamado de Pix.

Créditos: Marcello Casal JrAgência Brasil
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O PIX completa neste domingo (16) cinco anos como um dos sistemas de pagamento mais transformadores do país. Desde 2020, a ferramenta do Banco Central passou a integrar o cotidiano de mais de 170 milhões de pessoas, acumulando cerca de 890 milhões de chaves e movimentando R$ 85,5 trilhões até setembro de 2025.

Em 2020, o sistema havia movimentado R$ 133,1 bilhões. Quatro anos depois, em 2024, esse montante saltou para R$ 22,1 trilhões. Já em 2025, apenas até 13 de novembro, o volume transacionado ultrapassou R$ 25,1 trilhões, resultado de 60,64 bilhões de operações.

A expansão impulsionou a inclusão financeira, reduziu o uso de dinheiro físico e estimulou novos negócios. Só em 2024, o sistema registrou mais de R$ 26 trilhões em transações. Para o comércio, o custo do PIX é, em média, um quarto do valor cobrado nas operações com cartão.

O Pix representa uma forma de transferência e pagamento que funciona de maneira rápida, segura e disponível em qualquer horário, todos os dias da semana.

O significado do nome 

Quando o Banco Central desenvolveu o sistema, diferentes nomes foram avaliados para batizar o novo método de pagamentos instantâneos. A ideia era que a marca remetesse à tecnologia e à noção de multiplicação — daí a escolha da letra “X”.

Entre as sugestões iniciais estavam Pi (de “pagamentos instantâneos”, equivalente ao instant payments usado no exterior) e Tix (“transações instantâneas X”). A diretoria acabou optando por unir os dois conceitos e chegou ao nome que se tornaria conhecido por todo o país: Pix.

Tecnologia, segurança e próximos passos

Ao longo dos anos, o PIX ganhou funções como cobrança por QR Code, PIX Saque, PIX Troco, agendamentos e pagamentos por aproximação, além da integração ao Open Finance. O avanço também trouxe riscos: fraudes somaram R$ 6,5 bilhões em perdas em 2024, e um ataque hacker desviou R$ 800 milhões em 2025.

Para reforçar a proteção, o BC implementa medidas como coincidência cadastral, punições mais rígidas e o novo MED 2.0, que permitirá rastrear recursos desviado em múltiplas camadas. Outras inovações incluem o bloqueio preventivo de chaves, o PIX Parcelado e o PIX Duplicata, além de estudos para internacionalizar o sistema.

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