DESESPERO

Bolsonaristas pedem sanção dos EUA contra Coca-Cola por patrocínio de evento com Moraes

Nova campanha parte da percepção, entre extremistas de direita, de que a sanção contra ministro do STF não produziu os efeitos esperados

Alexandre de Moraes.Créditos: Rosinei Coutinho/STF
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Perfis bolsonaristas iniciaram nova ofensiva nas redes sociais contra empresas que patrocinaram um evento com o ministro Alexandre de Moraes durante o XXVI Congresso Nacional do Ministério Público.  A ação mira companhias como Coca-Cola, Ipiranga e PicPay, além de entidades como Febraban e CNI.

O congresso, realizado a cada dois anos, teve como tema desta edição “O MP do Futuro: Democrático, Resolutivo e Inovador” e reúne membros do Ministério Público de todo o país para discutir justiça, transparência e políticas de fortalecimento institucional.

A campanha bolsonarista tenta usar a inclusão de Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky, anunciada em 30 de julho pela Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos, para pressionar empresas que participam de eventos com o ministro. A narrativa espalhada em grupos de extrema direita afirma que instituições financeiras que mantenham relações com pessoas sancionadas podem perder acesso ao sistema financeiro americano.

Entre as punições previstas estão bloqueio de transações em dólar, exclusão do sistema Swift, restrições ao uso de cartões e contas digitais vinculadas à moeda americana, além de congelamento de bens nos EUA.

Um dos perfis bolsonaristas chegou a questionar no X: “Uma pergunta: todas essas empresas estão tendo envolvimento com uma pessoa sancionada pela Lei Magnitsky? Isso é certo, @SecRubio e @POTUS?”, marcando as contas do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e do presidente americano, Donald Trump.

Reprodução/X 

Sanção não teve o efeito esperado 

A mobilização parte da percepção, entre bolsonaristas, de que a sanção contra Moraes não produziu os efeitos esperados. Mesmo após entrar na lista, o ministro conduziu normalmente o julgamento de Jair Bolsonaro, que resultou na condenação do ex-presidente.

Enquanto perfis alinhados à extrema direita seguem incentivando a campanha, estimulada por Eduardo Bolsonaro e o lobista Paulo Figueiredo nos Estados Unidos, o governo brasileiro mantém tratativas diplomáticas com Washington. Negociações recentes já levaram à redução das tarifas impostas pelo tarifaço, e a expectativa é que avancem também para suspender sanções aplicadas contra autoridades brasileiras.

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