A marca chinesa Geely, em parceria com a Renault, vai instalar uma nova operação industrial no Paraná, com um investimento de R$ 3,8 bilhões destinado a fortalecer a produção de veículos elétricos e híbridos no Brasil.
A fabricação será iniciada na planta da Renault em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, a partir do segundo semestre de 2026, marcando um dos maiores movimentos recentes do setor automotivo nacional rumo à eletrificação, concorrendo com a fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia.
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Segundo as empresas, o aporte financeiro criará uma base sólida para a chegada de novos modelos eletrificados ao mercado brasileiro, ampliando a competitividade da Geely em um cenário cada vez mais dominado por marcas chinesas.
O primeiro lançamento previsto é o Geely EX5 EM-i, um SUV híbrido plug-in montado sobre a plataforma GEA, a mesma utilizada nos veículos 100% elétricos da marca.
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O modelo combina um motor 1.5 aspirado de 111 cv a um motor elétrico de 238 cv, resultando em um conjunto altamente eficiente. Com até 120 km de autonomia no modo totalmente elétrico, o EX5 chega para competir diretamente com híbridos plug-in já consolidados no mercado brasileiro, como o BYD Song Plus e o GWM Haval H6.
As dimensões reforçam a proposta do SUV: são 4,74 metros de comprimento, 1,90 metro de largura e um entre-eixos de 2,75 metros, garantindo amplo espaço interno. Já a bateria, associada ao conjunto híbrido, permite uma autonomia total de aproximadamente 1.420 km, segundo o ciclo de testes chinês — um número que destaca a eficiência do modelo e deve atrair consumidores interessados em longas viagens com menor consumo de combustível.
Fundada em 1986, a Geely Automobile é hoje uma das maiores e mais influentes montadoras da China, controlando marcas globais como Volvo, Lotus e Polestar. Sua aproximação com o mercado brasileiro acompanha a expansão das fabricantes chinesas no país, especialmente no segmento de eletrificados, que cresce acima da média global.
A instalação da produção no Paraná pode impulsionar a geração de empregos e o desenvolvimento tecnológico local e no Brasil nos próximos anos.