A decisão da LATAM de reservar o banheiro dianteiro de seus aviões apenas para passageiros das três primeiras fileiras desencadeou uma onda de críticas nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a segmentação de serviços no transporte aéreo. A regra, aplicada em voos selecionados, integra o pacote da cabine Premium Economy, que já oferece poltronas mais largas, serviços exclusivos e embarque prioritário.
A companhia afirma que a medida segue o padrão de outras aéreas internacionais e busca garantir privacidade para quem paga tarifas mais altas. Mas a recepção foi imediata e negativa. Usuários relataram episódios de constrangimento e questionaram o impacto da mudança em viagens longas, especialmente para famílias, idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
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O vídeo que impulsionou a discussão foi publicado no TikTok pelo perfil @viajandocomoluiz. Nele, o criador relata ter sido impedido de usar o banheiro frontal e ironiza o “VIP sanitário”.
Especialistas em direito do consumidor alertam que a restrição pode gerar conflitos com o Código de Defesa do Consumidor caso cause prejuízo desproporcional a passageiros que não têm alternativa de acesso. Advogados destacam que a política precisa ser divulgada de forma clara no momento da compra da passagem.
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Em nota, a LATAM afirmou que a regra cumpre normas da ANAC e segue práticas globais. A empresa diz que a tripulação pode liberar o uso em situações específicas, como emergências ou atendimento a passageiros com necessidades especiais.
A discussão sobre o banheiro ocorre no mesmo período em que a tarifa Basic completa um ano. Lançada em 2024, ela retirou a gratuidade da bagagem de mão em voos internacionais que partem do Brasil e ampliou cobranças que podem chegar a US$ 60 no balcão. A política levou Procons estaduais a notificarem a companhia e hoje é alvo de projetos de lei que tramitam no Congresso.