MARINHA

A parceria estratégica inédita entre indústria e defesa que vai ampliar o poder mlitar do Brasil

Parceria avança em projetos que ampliam vigilância, autonomia e poder operacional

A-29 Super Tucano.Créditos: Divulgação/Embraer
Escrito en BRASIL el

A Marinha do Brasil deu um passo importante na modernização de suas operações ao firmar um acordo estratégico com a Embraer para desenvolver novas aeronaves de uso naval. O plano inclui drones de médio e grande porte, modelos de decolagem vertical e convencional, e estudos para uma versão marítima do A-29 Super Tucano.

A parceria abre caminho para um sistema integrado de vigilância, patrulha e apoio às tropas embarcadas. Entre os focos está a avaliação dos e-VTOL da EVE, que podem assumir missões logísticas, evacuação médica e transporte rápido entre navios e bases em terra. O uso desses aparelhos é considerado essencial para futuras plataformas de aviação naval.

O projeto prevê uma família de drones navais divididos nas categorias 3, 4 e 5, capazes de operar em longas distâncias e com grande autonomia. As versões VTOL devem alcançar cerca de 120 nós, enquanto os modelos de decolagem convencional podem transportar cargas de até 320 kg e permanecer em estação por até seis horas. Os equipamentos utilizarão sensores eletro-ópticos, radares de abertura sintética, sistemas infravermelhos e comunicação via Satcom ou enlace direto.

A Marinha já realiza testes com drones aéreos, embarcações não tripuladas e veículos submarinos autônomos. A conexão desses programas com o desenvolvimento da Embraer fortalece a criação de um núcleo nacional voltado à tecnologia aeronáutica naval.

Outro estudo em andamento é a adaptação do Super Tucano para missões marítimas. A aeronave deve executar vigilância, busca e salvamento, patrulha de superfície, combate a drones e apoio aéreo aos Fuzileiros Navais, oferecendo baixo custo operacional e longa permanência em voo.

Com o avanço desse acordo, a Marinha passa a estruturar uma nova geração de meios aéreos de alta persistência, projetados para ampliar o alcance das operações brasileiras no Atlântico Sul.

Reporte Error
Comunicar erro Encontrou um erro na matéria? Ajude-nos a melhorar