Com mais de 34 mil km², Porto Velho, capital de Rondônia, é a maior cidade do Brasil. Localizada às margens do Rio Madeira, Porto Velho impressiona pela sua dimensão territorial que chega a superar países inteiros como Bélgica e Israel.
No entanto, Porto Velho combina grande extensão com baixa densidade demográfica, um reflexo direto de seu vasto território. Segundo o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital tem aproximadamente 460 mil habitantes, que se concentram na zona urbana, que concentra serviços, comércio e infraestrutura.
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História
A história da capital está intimamente ligada à construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, que ficou conhecida como "Ferrovia do Diabo". Construída entre 1907 e 1912, a ferrovia impulsionou a ocupação da região às custas da vida de muitos trabalhadores e indígenas que viviam às margens do Rio Madeira.
A ferrovia foi construída, na época, para a exportação de borracha, principal atividade econômica da região, e hoje ainda segue como um dos principais elementos da memória cultural local.
Economia
Na economia, Porto Velho tem se afirmado como um dos mais importantes centros logísticos, comerciais e de transporte da Amazônia Ocidental. Atividades como a extração mineral convivem com setores mais recentes, impulsionados pelo empreendedorismo e pelo agronegócio. As usinas hidrelétricas do Rio Madeira também têm papel relevante no desenvolvimento regional, atraindo investimentos e ampliando a infraestrutura.
Turismo
O turismo, ainda em crescimento, vem ganhando destaque com a atenção cada vez maior para a Floresta Amazônica. O ecoturismo é o setor que mais oferece oportunidades na área, com o Rio Madeira sendo o cartão-postal da capital. Além disso, a antiga ferrovia desperta o interesse de visitantes e pesquisadores, reforçando o potencial histórico da capital.
Desafios
Apesar dos avanços, Porto Velho enfrenta desafios típicos das capitais amazônicas: expansão urbana acelerada, necessidade de melhorias em saneamento e transporte, além da pressão por serviços públicos capazes de acompanhar o ritmo de crescimento populacional observado nas últimas décadas.