INVESTIGAÇÃO

O que se sabe sobre desaparecimento misterioso de biomédica em Goiás

Érika Luciana de Sousa Machado saiu de casa em Alexânia para uma viagem até Jataí, onde visitaria o pai, e não foi mais vista

Érika Luciana, desaparecida há um mês.Créditos: Reprodução
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O desaparecimento da biomédica Érika Luciana de Sousa Machado, de 47 anos, completa um mês na segunda-feira (1º) sem solução. Ela saiu de casa no município de Alexânia, em Goiás, e não foi mais vista depois disso.

Érika deixou sua residência para comprar ração de cachorro e arrumar seu carro para viajar até Jataí, também cidade goiana, onde visitaria o pai.

Ela foi vista pela última vez depois de ter um problema com o carro, próximo a Corumbá de Goiás. A delegada Aline Lopes, responsável pelas investigações, afirmou que uma força-tarefa entre o Corpo de Bombeiros (CBM-GO) e as polícias Civil (PC-GO) e Militar (PM-GO) está realizando buscas.

“No dia do desaparecimento, ela fez as transferências para a mãe, no valor de R$ 10,4 mil. Além disso, quando houve o problema mecânico no carro, ela não quis dizer seu nome para um casal que parou e tentou ajudá-la”, declarou a delegada, em entrevista ao Metrópoles.

Ainda conforme Aline, o casal procurou a delegacia de Corumbá dois dias depois do ocorrido, pois o carro continuava bloqueando a entrada do portão da casa. “Eles contaram que, no sábado, essa mulher tinha batido o carro na guia do meio-fio, após apresentar uma pane mecânica”, destacou.

O casal teria tentado ajudar, procurando um mecânico, mas Érika teria desaparecido antes, seguindo a pé pela estrada. “Verificamos todas as câmeras de segurança, a partir do local onde ela deixou o carro”, disse.

A delegada apontou que, a partir daquele local, só havia três caminhos possíveis: dois com câmeras de segurança e um sem. “Nas diligências, não achamos nada nas duas monitoradas, o que leva a crer que ela seguiu exatamente pela única que não tem câmeras, que leva a uma região de mata, com um rio”, relatou.

Aline revelou, ainda, que, nesse local, foi encontrada uma calça jeans feminina, semelhante à que Érika usava quando desapareceu. “Porém, a perícia descartou que fosse dela, pois o estado de conservação da roupa não batia com o período em que ela poderia ter passado pelo local. Mesmo assim, os bombeiros fizeram buscas por terra e na água, por cerca de 5 km rio adentro, mas nada foi encontrado”, acrescentou.

Descobertas pelo computador

As investigações já estão na etapa de depoimentos. Além disso, a delegada fez uma busca no computador da biomédica. “Descobrimos que ela tinha confidenciado a amigos que estava muito triste e insatisfeita com o momento atual dela, e que a vontade dela era de desaparecer e ficar no meio do mato, para que ninguém a achasse. Não descartamos nenhuma linha de investigação, mas isso reforçou a hipótese de que foi um afastamento voluntário”, concluiu Aline.

Quem conseguir qualquer informação sobre Érika deve entrar em contato com a Polícia Civil de Goiás (197) ou com a Polícia Militar de Goiás (190).

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