A Marinha do Brasil iniciou uma das maiores operações militares integradas do ano, reunindo meios navais, aéreos e terrestres em um exercício que percorre o litoral sudeste e mobiliza milhares de militares. A ação faz parte da Operação Atlas Anfíbia 2025, que envolve treinamento conjunto das três Forças e a participação de observadores de nove países.
No total, cerca de 3.400 militares atuam na atividade, entre eles 1.500 fuzileiros navais, distribuídos em manobras que começaram no Rio de Janeiro e avançam até a praia de Itaoca, no Espirito Santo. Navios de guerra, caças, drones e veículos blindados compõem o conjunto de equipamentos empregados, reforçando o caráter estratégico do exercício.
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Desembarque anfíbio e demonstração de poder militar
O momento mais aguardado ocorre com a simulação de um desembarque anfíbio em Itaoca, onde os Carros Lagarta Anfíbios são lançados ao mar para transportar tropas até a faixa de areia. A cena replica técnicas clássicas de operações militares combinadas, agora impulsionadas por sistemas modernos de comando, controle e reconhecimento com drones táticos.
Além das manobras com blindados, o roteiro inclui ações de tomada de praia, uso de artilharia e acompanhamento da imprensa em cenários simulados de conflito. A presença de representantes da Arábia Saudita, Argentina, Camarões, Egito, Espanha, França, Índia, Namíbia e Reino Unido reforça o caráter internacional da operação, voltada à troca de experiências e ao fortalecimento de cooperação em defesa.
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A etapa no Espírito Santo marca o encerramento de um ciclo de exercícios que passou também por estados do Norte e Centro-Oeste. Segundo o Ministério da Defesa, a atuação conjunta das Forças busca aprimorar a capacidade de resposta em áreas sensíveis e testar o desempenho dos sistemas militares brasileiros em diferentes ambientes.
A Operação Atlas é tratada como um avanço em relação a treinamentos anteriores, agregando novos cenários, maior complexidade logística e integração entre Marinha, Exército e Aeronáutica. Para o governo, o exercício reafirma a prioridade de manter prontidão operacional e ampliar a projeção internacional do país no campo da defesa.