INVESTIMENTO

BNDES anuncia investimento bilionário em infraestrutura de 11 aeroportos brasileiros

O pacote destina recursos a 11 dos principais aeroportos do Brasil, localizados em quatro estados distintos, e a estimativa é de que sejam gerados até 2 mil empregos diretos e e indiretos durante a fase de implantação

Aeroporto de Congonhas.Créditos: Wikipedia
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O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) oficializou, nesta segunda-feira, um financiamento de R$ 4,64 bilhões para um plano de ampliação, modernização e manutenção de 11 aeroportos administrados pela Aena Brasil, grupo espanhol responsável pela gestão de 17 aeroportos no país.

A operação faz parte de um project finance non-recourse, estrutura de financiamento de longo prazo baseada na captação de recursos para financiar um projeto que depende exclusivamente dos fluxos de caixa futuros gerados pela iniciativa.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a receita será gerada pelos próprios aeroportos, e a prioridade do governo é modernizar a infraestrutura aeroportuária para “ampliar capacidade, conforto e segurança” e dar suporte ao crescimento da aviação regional e nacional.

Essa modalidade de investimento permite que o pagamento da dívida seja feito com base nas receitas dos aeroportos, incluindo tarifas de embarque, exploração comercial e outras taxas aeroportuárias, reduzindo o risco para bancos e cofres públicos. Além disso, possibilita o refinanciamento da dívida para reduzir os custos de capital da Aena no médio prazo.

O pacote destina recursos a 11 aeroportos localizados em quatro estados brasileiros: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Pará. Entre os beneficiados estão: Congonhas (SP); Aeroporto de Campo Grande, Aeroporto de Ponta Porã e Aeroporto de Corumbá (MS); Aeroporto de Santarém, Aeroporto de Marabá, Aeroporto de Carajás e Aeroporto de Altamira (PA); e Aeroporto de Uberlândia, Aeroporto de Uberaba e Aeroporto de Montes Claros (MG).

De acordo com o BNDES, o financiamento combina dois instrumentos principais: R$ 4,24 bilhões em debêntures e R$ 400 milhões via linha Finem, além de uma oferta pública coordenada com o Banco Santander, totalizando R$ 5,3 bilhões. Considerando os aportes privados da Aena, o valor total do projeto pode chegar a R$ 5,7 bilhões.

O maior volume do investimento será destinado ao Aeroporto de Congonhas, com cerca de R$ 2 bilhões a R$ 3,3 bilhões para a construção de um novo terminal de passageiros, ampliando a área de 61 mil m² para 134 mil m², instalação de novas pontes de embarque, reestruturação da área de embarque remoto e expansão das áreas comerciais.

O cronograma oficial prevê a conclusão das obras em junho de 2028 para Congonhas e junho de 2026 para os demais aeroportos.

A estimativa é de que sejam gerados até 2 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de implantação e cerca de 700 novos postos de trabalho permanentes após a finalização.

Em 2024, os 11 aeroportos contemplados pela operação registraram 27,5 milhões de passageiros, equivalentes a 12,8% do tráfego aéreo nacional.

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