DEFESA

Brasil se torna potência no setor de defesa e receitas de exportações militares disparam

O setor de defesa, que cresceu 114% e mais do que dobrou suas exportações entre 2023 e 2025, representa cerca de 3,49% do PIB nacional e é responsável pela geração de quase três milhões de empregos, diretos e indiretos

Helicóptero.Créditos: Unsplash
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Segundo dados do Ministério da Defesa, a indústria brasileira de defesa atingiu uma receita de US$?3,1?bilhões em autorizações de exportações e serviços em 2025, com um novo recorde histórico e crescimento de 74% em relação a 2024, quando o montante gerado foi de US$?1,78?bilhões.

No acumulado entre os anos de 2023 e 2025, esse crescimento foi de cerca de 114%, mais do que o dobro do volume de exportações observado em períodos anteriores.

A Base Industrial de Defesa brasileira, conjunto de empresas governamentais e privadas envolvidas nas etapas de pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição e manutenção de produtos estratégicos do setor de defesa, conta com 307 empresas credenciadas e mais de dois mil produtos classificados, informa o MD.

Em 2025, foram credenciadas 62 novas empresas e classificados 417 novos produtos, entre aeronaves, embarcações, blindados, munições, soluções cibernéticas para proteção de dados, sistemas de comunicação, armamentos, radares etc., em comércio com 140 países em todos os continentes.

Os principais importadores da indústria brasileira atualmente são Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Portugal. O setor representa cerca de 3,49% do PIB nacional e é responsável pela geração de quase três milhões de empregos, diretos e indiretos.

Das 307 empresas exportadoras do setor, destacam-se a Embraer, gigante do setor aeroespacial brasileiro e terceira maior companhia do mundo; a AEL Sistemas, empresa de eletrônica e sistemas de defesa que atua com aviões, veículos blindados e comunicações seguras; a Helibras, fabricante de helicópteros e outros componentes aeroespaciais; a IMBEL (Indústria de Material Bélico do Brasil), estatal de armamentos, munições e outros equipamentos militares; a Taurus Armas e a Avibras, estratégica brasileira em recuperação judicial desde 2022, que deve passar por programas de reestruturação coordenados pela União caso seja desapropriada, como sugere um projeto enviado pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, à Câmara dos Deputados (PL 2957/2024).

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Entre os produtos exportados de maior valor agregado da indústria estão o KC-390 Millennium, aeronave de transporte militar multimissão da Embraer que ganhou destaque internacional entre os países da OTAN nas últimas décadas, e o A-29 Super Tucano, turboélice de ataque leve e treinamento, também da Embraer, apontado como um dos mais exportados do Brasil.

Além disso, sistemas de comunicações seguras e eletrônicos de defesa, como os desenvolvidos pela AEL, baseados em datalink e sistemas de comunicação e rastreamento, somam-se a armamentos e munições de menor porte fabricados por empresas como IMBEL, Taurus e Condor, que compõem parte importante da carteira de exportações da BID.

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