FASCISMO BOLSONARISTA

#FechadoComBolsonaro: quem é Ceotto, ex-genro de Cunha, mentor de roubo de relógios de luxo

Ex-genro de Eduardo Cunha, o bolsonarista Alexandre Ceotto está foragido após ser acusado de idealizar roubo cinematográfico em apart-hotel de luxo em que o criminoso usou uma máscara realista.

Alexandre Ceotto com Flávio Bolsonaro em ato e o advogado Luís Mauricio Gualda com máscara para roubo de relógios.Créditos: Reprodução de vídeo / Rede X
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Foragido da Justiça após ser acusado de ser o mentor intelectual de um roubo cinematográfico de dez relógios de luxo em um apart-hotel de alto padrão no bairro Gragoatá, em Niterói, no Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano, Alexandre Ceotto André, de 50 anos, é presidente municipal do PTB, de Roberto Jefferson, e tem um longo histórico de ligação com a ultradireita fluminense e com aliados de primeira hora do clã Bolsonaro.

A prisão de Ceotto foi decretada nesta terça-feira (13) após a operação Manto de Engano, da Polícia Civil, que prendeu o advogado criminalista Luís Maurício Martins Gualda. Gualda indicou Ceotto como autor intelectual do crime e, diante das evidências, a Justiça decretou a prisão do bolsonarista.

O roubo cinematográfico aconteceu em fevereiro, quando Gualda arrombou um apartamento no Hotel Orizzonte by Atlântica. Câmeras de segurança flagraram criminoso entrando no prédio de táxi, usando terno, luvas e uma máscara de silicone realista. Ele deixou o local 16 minutos depois, caminhando cerca de 300 metros e entrou no próprio carro estacionado nas imediações para deixar o local.

Em 6 de maio, a polícia cumpriu mandado de busca na casa e escritório de Gualda, que se apresentou no dia seguinte, confessando a autoria do crime e apontando Alexandre Ceotto como mandante e idealizador da ação.

Bolsonarista e genro de Cunha

Candidato a vice-prefeito de Niterói em 2020, Ceotto foi casado com filha do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-RJ), segundo informações da revista Veja, e orbitou na zona de influência de Marcelo Crivella até se aliar ao grupo de Carlos Jordy (PL) e Rodrigo Amorim (PL-RJ), apoiadores contumazes de Jair Bolsonaro.

Em 2019, ganhou cargo no segundo escalão da Secretaria de Planejamento e Gestão no governo do Rio de Janeiro com a eleição de Wilson Witzel e, segundo informações de sua página no LinkedIn segue como "diretor de desenvolvimento" na gestão Cláudio Castro (PL).

Nas redes, Ceotto fez campanha para Jair Bolsonaro e segue a linha de extremistas, que bradam contra a corrupção e atacam Lula, enquanto adulam o ex-presidente.

A sua posse como presidente do PTB, em 2022, contou com a presença de Rodrigo Amorim, que havia prometido quebrar uma placa - como fez com a de Marielle Franco - com dizeres contra o comunismo.

Ceotto também teria atuado como assessor de Rogerio Amorim (PL), irmão de Rodrigo, que é vereador em Niterói.

Veja reportagem da Band sobre o roubo cinematográfico e Ceotto em ato ao lado de Flávio Bolsonaro

 

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