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23 de outubro de 2018, 13h03

“A Constituição impede o monopólio das comunicações”, diz Haddad em sabatina

Segundo ele, é importante acabar com o que chamou de “tabu” sobre o assunto. Porém, ele diz que é muito difícil controlar notícias falsas que circulam pelas redes

Foto: Reprodução

Durante sabatina com O Globo, Extra, Época e Valor Econômico, nesta terça-feira (23), o presidenciável Fernando Haddad (PT), falou sobre a importância de uma regulamentação da mídia no Brasil. “Vamos fazer o que a Constituição nos manda fazer. O que a Constituição impede é o monopólio das comunicações. Olhem [José] Sarney. Alguém acredita que ele ficou no poder por 50 anos pelo que ele fez? Os indicadores mostram que ele não entregou nada. Foi a política que fez pela mídia”, disse.

Segundo Haddad, é importante acabar com o que chamou de “tabu” sobre o assunto. Porém, ele diz que é muito difícil controlar notícias falsas que circulam pelas redes. “O nosso Marco Civil da Internet é um dos melhores do mundo. Mas não dá pra controlar baixaria, pilantragem e Caixa 2 pelo WhatsApp”, afirmou.

Segundo ele, é importante usar como base a legislação dos Estados Unidos, da Inglaterra e da França sobre o assunto para ter uma ideia do que pode ser feito no Brasil. “Eu coloquei no meu programa pra gente falar sobre isso antes da eleição”, afirmou.

Questionado pelos jornalistas se o PT não teria feito algo parecido com as fake news do candidato Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições passadas contra Marina Silva (Rede), Haddad disse que o partido nunca ofendeu a honra de nenhum adversário para ganhar eleições. Mas que isso está acontecendo agora em relação a ele. “Eu virei dono de Ferrari”, ironizou o candidato a respeito de uma notícia falsa que circulou pelas redes.

Em caso de derrota

Haddad também foi questionado sobre o que irá fazer caso perca as eleições para Bolsonaro. Mesmo dizendo que pretende ser a situação no governo, o petista afirmou que será preciso “sentar e conversar” para resolver os próximos passos da política nacional. “A gente precisa oxigenar a política. Tem muita juventude querendo participar”, disse ele.

Segundo ele, nunca irá faltar com a responsabilidade de ajudar o País. “Eu não fujo de desafio. Em geral, me estimula um desafio quanto maior ele é. Nunca me intimidei com a grandeza do problema”, disse o candidato.


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