sexta-feira, 25 set 2020
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“A Lava Jato é uma operação jurídico-política e isso está mais do que provado”, diz editor do Intercept

A repercussão da publicação da série Vaza Jato feita pelo The Intercept Brasil no início da tarde deste domingo (21) está sendo bem forte. No Twitter, as hashtags #vazajato, #lulalivreurgente, #morocriminoso e #deltancorrupto ganharam destaque e o editor-executivo do Intercept, Leandro Demori destacou que os passos da Lava Jato eram muito bem pensados.

“A Lava Jato pensou em todos os impactos políticos de suas palavras e ações. A Lava Jato é uma operação jurídico-política e isso está mais do que provado”, publicou o jornalista em sua rede social.

Em reportagem publicada neste domingo, o veículo mostrou conversas que revelam que Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa, sugeriu aos colegas que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, protegeria o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) nas investigações sobre o caso Queiroz para não desagradar o presidente e para garantir uma possível indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

No sábado (21), Demori publicou um texto no site denunciando medidas aprovadas nas últimas semanas que concentram mais poder nas mãos do Governo, facilitam a criação de garimpos e arriscam o combate à corrupção. Intitulado “O que o Governo aprontou enquanto Bolsonaro mentia para proteger os filhos”, o texto mostra  que Bolsonaro já mentiu em público mais de 200 vezes desde janeiro e agora se utiliza de estratégias para desviar a atenção das polêmicas envolvendo os filhos: o caso Queiroz e a indicação a embaixador dos EUA.

“O fim do que conhecemos como democracia”

Outras personalidades também já deixaram comentários no Twitter sobre a nova publicação. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse que “é o fim do que conhecemos como democracia” e descreveu o “projeto” de Dallagnol e Moro como “nojento, abominável e medieval”.

Redação
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