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14 de julho de 2020, 13h45

“Achei que fosse morrer como George Floyd”, diz mulher pisoteada por PM em SP

A vítima quase foi asfixiada por um policial branco durante abordagem

Reprodução/Twitter

A mulher negra de 51 anos que foi quase asfixiada por um policial militar em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, afirmou em entrevista ao programa “Encontro com Fátima Bernardes” nesta terça-feira (14) que, no momento da agressão, achou que fosse morrer como George Floyd.

“Achei que ia morrer que nem ele”, disse. Assim como George Floyd, a vítima também foi jogada no chão e pisoteada no pescoço por um policial branco. O norte-americano, no entanto, não foi liberado pelo agente a tempo e morreu asfixiado.

A vítima também conta que teve traumas psicológicos por conta da violência policial. “Eu continuo lembrando da primeira imagem, quando ele estava me pisoteando. Ainda não consigo dormir a noite inteira, acordo várias vezes”, contou. “Eu fico pensando porque ele fez aquilo comigo. Eu não era a única pessoa lá”, continuou.

O caso aconteceu no dia 30 de maio. Policiais foram chamados ao bar onde a vítima trabalhava em Parelheiros por causa de um cliente que estacionou o veículo com som em alto volume, enquanto consumia no local.

A mulher, que é viúva e tem cinco filhos, disse que estava tentando defender um amigo, que fora derrubado pelo PM e ficou desfalecido no chão. Ela afirma que, ao pedir para o policial cessar a violência, foi empurrada para uma grade e agredida por outro agente.

A vítima relata que tomou três socos e foi derrubada com uma rasteira. Na queda, ela diz ter fraturado a tíbia. Um vídeo que registrou a cena mostra a mulher deitada de bruços, ao lado de um carro, enquanto o policial pisa em seu pescoço e apoia todo o seu corpo sobre a vítima.


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