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21 de agosto de 2019, 12h49

Ações policiais vão matar ainda mais até o fim do ano, diz secretário da Polícia Civil do RJ

“A tendência é subir até dezembro, porque as ações estão sendo feitas”, declarou o delegado Marcus Vinícius Braga

Foto: Divulgação

O delegado Marcus Vinícius Braga, secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, declarou, nesta quarta-feira (21), que as mortes provocadas por ação policial aumentaram e devem continuar crescendo até dezembro.

Em entrevista ao “Bom Dia Rio”, Braga não divulgou o número exato de mortes por policiais. “A tendência é subir até dezembro, porque as ações estão sendo feitas. Conforme a gente for trabalhando as investigações, a inteligência, a integração com a Polícia Militar, a tendência é abaixar. É um número alto, não é o número que a gente deseja”, disse.

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Braga afirmou que a polícia encontra dificuldade para agir em favelas, em função “da forte reação dos criminosos. São muitos fuzis. Essa política de confronto deles causa na polícia uma reação natural (de preservar) sua vida e a de terceiros”.

Perguntado a respeito do sequestro do ônibus na Ponte Rio-Niterói, nesta terça (20), o secretário disse que a polícia ainda não tem muitos detalhes sobre o perfil do homem, assassinado pelos snipers do Bope.

Sem detalhes

“A investigação começou ontem (terça), não temos muitos detalhes do perfil dele, estamos trabalhando. São 30 dias para relatar o inquérito policial, até lá vou preferir manter o sigilo porque a princípio é uma situação isolada, mas a gente não pode descartar uma participação”, disse.

“Pela experiência que eu tenho, me parece um surto psicótico. Isso torna ele muito mais perigoso do que um criminoso comum, que sabe o que está fazendo”, destacou, classificando a ação da polícia como “exitosa”.


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