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16 de janeiro de 2020, 06h59

Acusado de atentado contra Porta dos Fundos diz que só volta ao Brasill se prisão for revogada

No dia 7 de janeiro, o Itamaraty anunciou que não fez o pedido de extradição de Eduardo Fauzi por conta da não-atuação de Sergio Moro, responsável pela solicitação através do Ministério da Justiça

Eduardo Fauzi, suspeito do atentado ao Porta dos Fundos (Reprodução)

Foragido na Rússia, Eduardo Fauzi, um dos cinco acusados do atentado à produtora do Porta dos Fundos, diz que só retorna ao Brasil caso o pedido de prisão contra ele seja revogado.

A declaração foi feita por advogados de Fauzi nesta quarta-feira (15) ao jornal O Estado de S.Paulo. Fauzi fugiu para a Rússia em 29 de dezembro, cinco dias após o atentado contra a sede do grupo no Rio; a ordem de prisão foi expedida dois dias mais tarde.

De acordo com a defesa, Eduardo Fauzi espera o julgamento de habeas corpus apresentado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para que ele responda em liberdade. Se o pedido for negado, a orientação dada a Fauzi pela defesa é para que permaneça fora do país.

Extradição
No dia 7 de janeiro, o Ministério das Relações Exteriores anunciou que não foi expedido pedido de extradição de Fauzi por conta da não-atuação de Moro.

Em resposta ao site BR Político, o Itamaraty afirmou que não iniciou os trâmites para a extradição do suspeito porque não foi acionado pelo Ministério da Justiça. A chancelaria brasileira disse ainda que não entrou em contato com autoridades russas para tratar de Fauzi. Os dois países possuem tratado de extradição vigente desde 2007.

“O Ministério das Relações Exteriores não recebeu do Ministério da Justiça e Segurança Pública pedido de extradição relativo ao Sr. Eduardo Fauzi Richard Cerquise. A informação de que o Itamaraty teria entrado em contato com autoridades russas a esse respeito não procede”, afirmou o MRE em nota.

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