Acusados de colocar fogo na floresta, brigadistas presos não estariam em Alter do Chão no início do incêndio

Todos teriam testemunhas para provar os seus paradeiros na hora em que o fogo começou

Acusados pelo governo federal pelos incêndios na Amazônia, Daniel Gutierrez Govino, João Victor Pereira Romano, Gustavo de Almeida Fernandes e Marcelo Aron Cwerner, que atuam como brigadistas voluntários em Alter do Chão, no Pará, não estariam na Área de Proteção Ambiental (APA) quando o fogo começou a se alastrar.

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Um deles estava em um barco que participava da procissão do Sairé (festa típica da região), outro estava num barco com turistas em outro afluente do Tapajós, o terceiro estava em um voo comercial vindo de Santarém e o quarto cuidava de um familiar idoso que estava acamado. Todos teriam testemunhas para provar os seus paradeiros na hora em que o fogo começou. As informações foram levantadas pelo projeto Colabora.

Os quatro voluntários tiveram a prisão preventiva mantida nesta quarta-feira (27) pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Santarém. Os advogados de defesa vão entrar com pedido de habeas corpus para que os acusados aguardem as conclusões das investigações em liberdade.

Organizações ambientais e de direitos humanos receberam com preocupação a notícia da prisão de quatro membros da Brigada de Incêndio de Alter do Chão, um grupo voluntário de combate a incêndios florestais criado no ano passado, no oeste do Pará. Em nota, a Anistia Internacional disse estar preocupada com a transparência das investigações.

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