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11 de dezembro de 2019, 09h32

Acusados de torturar e filmar desempregado que furtou carne no Extra viram réus

Nas imagens, o homem aparece sentado e com as calças abaixadas. Então, os seguranças o obrigam a estender as mãos para levar choques elétricos e palmadas com uma vara

Foto: Reprodução/Redes sociais

Seis homens viraram réus por torturar e filmar um desempregado que furtou carnes no hipermercado Extra em 2018, no Morumbi, Zona Sul de São Paulo, para alimentar a família.

A sessão de tortura, que aconteceu em março do ano passado, foi registrada por um celular e compartilhada nas redes sociais já em 2019. No vídeo, a vítima é amordaçada e torturada pelos seguranças após furtar um pedaço de carne.

Nas imagens, o homem aparece sentado e com as calças abaixadas. Então, os seguranças o obrigam a estender as mãos para levar choques elétricos e palmadas com uma vara. Uma ex-funcionária, que não quis ser identificada, revelou que prática é comum no local.

O homem que aparece apanhando nas imagens admitiu à polícia ter escondido 1 kg de carne na calça para alimentar a família porque estava desempregado.

Em setembro, a polícia já havia prendido cinco dos seis acusados – 4 funcionários do Extra Morumbi e 2 empregados de empresa de segurança -, que agora se tornaram réus. Um deles, no entanto, morreu num hospital após passar mal no presídio no início deste mês.

Os réus passarão por audiência em 20 de janeiro de 2020. Após essa etapa, será decidido se eles deverão ser condenados ou absolvidos pelo crime de tortura. A pena prevista, no caso de condenação, é de no máximo 10 anos de reclusão.

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