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11 de fevereiro de 2020, 07h45

“Adriano está jornalisticamente morto. Ele não está oficialmente morto”, diz advogado de miliciano

Advogado de Adriano Nóbrega vai representá-lo na Justiça mesmo depois da morte do miliciano

Adriano Magalhães da Nóbrega - Foto: Reprodução

O advogado Paulo Emílio Catta Preta, que representava o ex-PM Adriano Nóbrega no processo em que ele era acusado de chefiar o grupo de extermínio Escritório do Crime, no Rio de Janeiro, apresentará defesa à Justiça mesmo depois do miliciano ter sido morto na manhã do último domingo (9) em operação policial na Bahia.

“Adriano está jornalisticamente morto. Ele não está oficialmente morto, já que o óbito não foi comunicado à Justiça. Vou fazer isso não para defender sua liberdade, mas a sua memória”, disse o advogado, em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

Catta Preta também afirma que não há provas contra Adriano e que o miliciano é “um bandido de folhetim, de manchete de jornal”. O advogado revelou que o cliente, num telefonema, disse temer ser assassinado para queima de arquivo dias antes de ser morto por policiais.

Adriano estava na cidade de Esplanada (BA), escondido em um sítio que pertence a Gilson Lima, mais conhecido como Gilsinho da Dedé, um vereador da cidade, filiado ao partido PSL. Ainda, o miliciano havia sido excluído, no final de janeiro, pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, da lista dos criminosos mais procurados do país.


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